Termina às 18 horas de hoje o prazo para os funcionários do Itaú/Banestado aderirem ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) lançado pela diretoria da empresa, no último dia 22 de fevereiro. Apesar de anunciado no mês passado, a adesão ao plano só começou no dia 5 de março. O banco não divulga o número de pessoas que já aderiram ao programa, mas o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana garante que o projeto foi um fracasso.
Os bancários chegam a reclamar que o banco vem pressionando alguns funcionários para que peçam demissão. Ontem, eles fariam uma manifestação na Ópera de Arame, em Curitiba, durante a abertura do 10º Festival de Teatro. O mobilização, chamada de ato de repúdio, tinha como alvo Olavo Setúbal, presidente do Itaú, que estava na cidade participando do evento.
O PDV garante que quem optar em sair do banco terá uma série de benefícios, além do que está previsto nas leis trabalhistas. O banco ofereceu salários extras, que variam conforme o tempo de serviço, mais quatro meses em vale-refeição e manutenção do plano de saúde.
Se o funcionário tem até cinco anos de trabalho no banco ele recebe dois salários a mais, quatro meses de vale-refeição e mais 90 dias de plano de saúde. De cinco a dez anos de trabalho, são três salários extras, quatro meses de vale-refeição e 120 dias de plano de saúde. De dez a 20 anos de Banestado, são cinco salários a mais, quatro meses de vale-refeição e um ano de plano de saúde. Acima de 20 anos, são seis salários extras. Os demais benefícios são iguais a quem tem de dez a 20 anos.
Os bancários consideram a proposta ‘‘medíocre’’. A diretoria do Itaú/Banestado diz que elas são adequadas. A justificativa dada pelo diretor de Relações Institucionais do Itaú/Banestado, Aldous Galletti, é que o banco não tem interesse que muitos funcionários saiam. Um plano muito ‘‘supimpa’’ estimularia a saída de profissionais considerados bons.

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