Termelétricas produzirão 40% da energia no Brasil até 2004
Cerca de 200 representantes do Brasil e de outros países latino-americanos iniciaram ontem em Foz do Iguaçu um ciclo de debates sobre novas alternativas para a geração de energia elétrica suficiente para suportar o consumo nas nações envolvidas. Entre as opções apresentadas pelo ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, estão a implantação de 49 usinas termelétricas, sendo 11 delas instaladas até o final do ano que vem.
Entre outros anúncios feitos durante a abertura do Fórum Regional do Conselho Mundial da Energia (CME) que contou também com a participação do presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, do governador Jaime Lerner e do presidente do comitê brasileiro do CME, Norberto Franco Medeiros foi divulgado também pelo diretor-geral da Itaipu, Euclides Scalco, o fim do processo, que durou três anos, da licitação para instalar duas novas turbinas na Hidrelétrica Binacional de Itaipu (leia nesta página).
O tema principal do encontro, que segue até sábado, é a Integração Energética na América Latina e no Caribe, cujo projeto mais utilizado para exemplificar a relação direta entre países vizinhos foi o gaseoduto Brasil/Bolívia. Segundo o ministro Tourinho, o projeto deve estar totalmente concluído até 2007. A tubulação vai passar por cinco estados e 135 municípios brasileiros. Por ela, serão conduzidos diariamente 30 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Ainda segundo as declarações do ministro, será este gás que manterá o funcionamento das termelétricas, que devem gerar dentro dos próximos quatro anos 11,8 mil megawatts, equivalente a 40% da energia necessária aos brasileiros. Questionado sobre o motivo para a instalação de quase 50 destas usinas no Brasil, país tradicionalmente rico em recursos hídricos, Tourinho explicou que o custo por quilowatt gerado é 50% menor que o equivalente ao produzido em hidrelétricas.
O programa termelétrico aprovado pelo Governo Federal está orçado em US$ 6 bilhões. Custo que, segundo Tourinho será totalmente coberto pelo setor privado, ficando a participação da Petrobrás apenas como uma das fornecedoras de gás. Anualmente, precisamos de investimentos equivalente a R$ 8,5 bilhões para a produção de energia, enquanto que a capacidade do Estado de gerar recursos para este setor é de apenas R$ 2 bilhões





