Termelétricas podem não sair tão cedo
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Agência Estado De Washington 
A execução do plano de emergência que o governo anunciou na semana passada, prevendo a entrada em operação até o ano que vem de 15 novas usinas termelétricas a gás, com um total de 1,9 mil megawatts, ou 4% da produção atual, dependerá em larga medida da capacidade da Petrobras, responsável pela maioria dos projetos, de garantir a entrega pontual das turbinas de geração. De acordo com as informações fornecidas própria estatal, ela já teria contratos firmes de fornecimento de dez a doze turbinas. Mas não há clareza quanto ao prazo para a chegada das turbinas.
Diante da explosão da demanda por esses geradores, provocada pela crise da Califórnia e pelos planos de mudança da matriz energética em vários países, especialistas no setor são céticos. O importante é saber em que lugar da fila a Petrobras está, disse um funcionário de uma grande empresa americana, que falou sob a condição de não ser identificado. A dúvida, no caso, deriva de experiência própria.
Depois de reservar duas turbinas para projetos no Brasil, à espera de que o governo resolvesse a questão do preço do gás, só agora solucionado, a empresa redirecionou as duas turbinas para usinas em construção da Califórnia, no final do ano passado. Além disso, as dúvidas suscitadas pela política de controle de preços das distribuidoras aos consumidores tendem ter um efeito inibidor sobre os investimentos de empresas estrangeiras para a construção de novas termoelétricas a gás. É um problema semelhante ao que produziu a crise na Califórnia, disse a mesma fonte. As distribuidoras precisam fazer contratos de longo prazo para se proteger, mas isso não interessa à geradoras, que têm preço liberado.


