Termelétricas movidas a óleo serão acionadas
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Lorenna Rodrigues<BR>Folhapress 
Brasília - O governo federal irá acionar usinas termelétricas movidas a óleo combustível no Sudeste e no Sul para compensar a falta de chuvas, que vem diminuindo o nível dos reservatórios das hidrelétricas.
De acordo com o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, o CNSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) decidiu ontem acionar usinas que terão capacidade de gerar 800 MW (megawatts). Hubner disse ainda que está em estudo a utilização de novas usinas a óleo, que poderá elevar a capacidade para 1200 MW.
O ministro voltou ainda descartar o risco de apagão energético em 2008. ''Não se falou na possibilidade de racionamento'', reiterou. De acordo com Hubner, apesar das usinas a óleo serem mais caras, o impacto para o consumidor será muito pequeno. ''Não tem aumento para o consumidor'', disse.
Apesar das negativas de Hubner, especialistas acreditam que o consumidor terá que enfrentar um racionamento de gás natural. Eles acreditam que, caso o volume de chuvas continue abaixo do esperado, a primeira medida a ser tomada pelo governo será direcionar o gás que está sendo hoje usado nas indústrias e nos carros para o setor elétrico. Assim, as termelétricas poderiam gerar mais energia elétrica.
''Se essa conjuntura continuar, pode ser bastante provável que haja um racionamento de gás. O gás será disputado pela indústria, pelos carros e pelas termelétricas e não há suficiente para atender a todos'', afirma a diretora-executiva da ABCE (Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica), Silvia Calou.
Para o presidente da Abrage (Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica), Flávio Neiva, é improvável que ocorra um racionamento de energia até o fim do ano. Ele disse, porém, que no caso do gás o ''cobertor é curto'' e pode acontecer um corte para a indústria e para os automóveis.


