Termelétricas geram menos energia
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de dezembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os testes realizados em 13 usinas termelétricas localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apontaram um déficit de 2.698 megawatts (MW) médios. A programação era para a produção de 4.846 MW médios mas foram obtidos apenas 2.147,76 MW médios. A solicitação dos testes partiu da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e tem como objetivo analisar a disponibilidade de gás natural para que as usinas possam funcionar.
Estes resultados serão usados no Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), instituição que gerencia as necessidades de energia elétrica no sistema interligado nacional. As térmicas que não têm gás para funcionamento serão tiradas da programação. Os resultados não foram surpresa para a Aneel e ficaram dentro do esperado.
Na Usina Termelétrica a Gás de Araucária (UEG Araucária) estavam programados 484 MW médios e foram verificados 466,61 MW médios. O déficit foi de apenas 16,39 MW médios.
No Informativo Prelimiar Diário da Operação (IPDO) do ONS sobre a UEG apareceram justificativas como restrição no fornecimento de gás, menor rendimento das unidades geradoras, anormalidade no sistema de vapor, indisponibilidade das unidades geradoras devido a manutenção do sistema de vapor das mesmas, baixo rendimento das unidades geradoras devido a temperatura ambiente elevada e desligamento automático das unidades geradoras. Durante todos os 12 dias de teste, a geração da UEG ficou abaixo do programado.
No Sul, as usinas em teste foram Canoas e Araucária. No Sudeste e Centro-Oeste fazem parte da lista as termelétricas Norte Fluminense, Ibirité, Macaé, B.L. Sobrinho, Três Lagoas, TermoRio, Juiz de Fora, Nova Piratininga, W. Arjona, Campos e Piratininga.
A discussão sobre o assunto foi desencadeada devido à necessidade de despacho de energia gerada por térmicas movidas à gás, pelo ONS, nos meses de agosto e setembro, que não pôde ser atendido pelas usinas devido à falta de gás natural naquele período.


