A Agência Nacional de Águas (ANA) alertou ontem que as usinas termelétricas consomem enorme quantidade de água, o que pode afetar o abastecimento de regiões onde forem instaladas.
A bacia do Piracicaba, que abrange grande parte do Estado de São Paulo e abastece a capital paulista, é das mais problemáticas do País, segundo o diretor da ANA, Marcos de Freitas.
A bacia do Piracicaba será usada para alimentar três térmicas: Jundiaí, Paulínea e Cubatão. ‘‘Trata-se de uma bacia que sofre de um problema seríssimo de disponibilidade de água.’’
Freitas, que participou ontem de um seminário sobre energia promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que cada uma dessas usinas consumirá água suficiente para abastecer de 40 mil a 65 mil habitantes por mês. ‘‘Não significa que não possa colocar lá. Mas é um número significativo para a região da Grande São Paulo.’’
Freitas disse que o assunto está sendo estudado pelo Comitê da Bacia do Piracicaba - órgão que reúne representantes dos governos estadual e federal, de empresas, de consumidores e da sociedade civil-, porque ‘‘pode ser o caso, por exemplo, de ter de trocar a tecnologia das usinas por uma mais eficiente ‘‘que consuma menos água’’. Cada bacia ou sub-bacia hidrográfica brasileira deve montar seu próprio comitê.
Os projetos de termelétricas, explicou Freitas, precisam levar em conta a demanda do mercado, a rede de gasodutos e a quantidade de água disponível.

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