Tereza Cristina, do Mapa, lança Polo Tecnológico do Agro em Londrina

Ministra afirmou que intenção é integrar iniciativas em rede nacional para que o agro brasileiro caminhe na direção da ciência, tecnologia e inovação

Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, lançou oficialmente nesta terça-feira (12) o primeiro Polo Tecnológico do Agro, em Londrina, durante a abertura do Agrobit 2019, no Parque Ney Braga. Segundo ela, a cidade será o primeiro polo de outros que serão lançados no Brasil, em consonância com o trabalho de uma nova secretaria criada dentro do Ministério.  


Ministra do Mapa, Tereza Cristina Dias, e o presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), Antonio Sampaio, lançam Polo Tecnológico do Agro em Londrina
Ministra do Mapa, Tereza Cristina Dias, e o presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), Antonio Sampaio, lançam Polo Tecnológico do Agro em Londrina | Aron Mello/Sebrae
 


"Trouxe o Dr. Paulo, do MCTIC (secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Paulo César Rezende de Carvalho Alvim), estamos trabalhando juntos uma política porque o agro hoje está em um momento de avançar em inovação e tecnologia”, disse a ministra durante coletiva de imprensa na entrada do evento. “O Paraná é desenvolvidíssimo nisso e, assim como São Paulo, está na frente. Queremos descentralizar para outros Estados também para que a tecnologia se sobreponha a tudo. Queremos a economia crescendo novamente e está na hora da tecnologia se sobrepor para que possamos ser o grande celeiro mundial, que já somos e que podemos ser maiores com tecnologia."  




Durante a sua fala na abertura do Agrobit, Tereza Cristina afirmou que já existem outros Estados na lista para se tornarem polos tecnológicos e que o objetivo do Ministério é unir os polos em rede para o desenvolvimento do País. “Estamos tentando integrar o Brasil todo em rede, universidades, fundações, todo mundo que trabalha com inovação em uma rede nacional para que o Brasil possa caminhar no quesito ciência, inovação e tecnologia.” 


O secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo César Alvim, afirmou que o objetivo do polo é, primeiro, um reconhecimento da força do ecossistema e, segundo, integrar suas ações em rede em benefício de todo o País. Para ele, o polo trará visibilidade à região e facilitar a captação de recursos. “O Polo tem capacidade de aglutinar e captar.” Os recursos virão em função de demandas do setor produtivo, ele completa.  


A ministra do Mapa garantiu, na coletiva de imprensa, que o Ministério vai encaminhar recursos para o Polo de Londrina, mas sem especificar valores. "Teremos recursos, sim, mas não sabemos quanto ainda. Esse polo vamos tratar com muito carinho. Estou aqui hoje com um sacrifício enorme, porque estamos com os BRICS começando amanhã e fiz questão de estar aqui uma hora e meia para dizer, isso é prioridade, a tecnologia, os polos, para o Ministério da Agricultura, e o Paraná inaugura esse momento." 


A deputada federal Luiza Canziani afirmou que R$ 200 mil já estão garantidos por meio de emenda parlamentar, e que, por parte do Estado, a Fundação Araucária irá destinar R$ 400 mil em recursos para o polo. 


Conectividade 

Sobre a questão da conectividade no campo, a ministra disse considerar esse um assunto “importante” e que está em discussão com o MCTIC. “Não é algo que se faz do dia para a noite. Existe um planejamento para isso e tenho certeza que vamos avançar até mais rápido do que pensávamos.” 


O secretário de Inovação e Empreendedorismo do MCTIC assegurou que o Ministério já possui um conjunto de iniciativas de conectividade e uma secretaria focada no tema que estuda a melhor solução para cada região em termos de conectividade no campo.


“A ministra (do Mapa) tem acertado com o ministro Marcos Pontes de garantir conectividade no campo. Existem regiões que nesse momento são prioridade, como o Nordeste e a Amazônia, porque essas áreas não têm cobertura. Aqui estamos trabalhando na linha da qualidade da conexão. Tudo isso está sendo trabalhado num esforço que está envolvendo muito a iniciativa privada. Acreditamos que ano que vem a conexão vai melhorar muito em qualidade e acessibilidade. Não podemos esquecer que temos um movimento paralelo de trazer ao País o 5G, que muda tudo isso.” 


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