Teresa Grossi diz que quadrilha operava na Banestado Leasing
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terça-feira, 03 de outubro de 2000
Guto Rocha De Londrina 
A diretora de Fiscalização do Banco Central, Teresa Grossi, afirmou ontem em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que a situação da Banestado Leasing, no início das auditorias, foram uma das piores coisas que já encontrou em sua carreira. Todos os bancos estaduais fiscalizados tiveram operações irregulares mas, no caso da Banestado Leasing, a situação era estarrecedora, com diretores e funcionários retirando recursos, acusou. Acompanhada pelo diretor de Finanças do BC, Carlos Freitas, Grossi foi sabatinada pelos senadores da Comissão, especialmente o senador Osmar Dias (PSDB/PR).
Dias questionou o fato do BC não ter adotado providências para evitar o rombo do Banestado e a aplicação de R$ 5,8 bilhões no saneamento da instituição. Ele destacou que entre 1991 e 1994, a Banestado Leasing apresentou crescimento constante, e a partir de 1996 começou a registrar perdas. Teresa afirmou que o BC só teve conhecimento do rombo em 1997. Ao BC cabe a responsabilidade de fiscalizar, e não gerir as instituições.
Ela afirmou que a irregularidade na Leasing foram detectadas quando a auditoria interna do banco descobriu que um dos tomadores de financiamentos tinha como endereço a residência do pai do diretor da instituição, Oswaldo Magalhães dos Santos. O esquema foi descoberto e os prejuízos começaram a aparecer. Existia uma quadrilha dentro da Banestado Leasing, afirmou. Foram descobertas mais de 30 operações irregulares sob investigação que vão desde descontos generosos em financiamentos até empréstimos a empresas fantasmas.
Quanto à formação do preço mínimo do Banestado, Dias questionou o fato de os créditos tributários do banco, as ações da Copel e a exclusividade de cinco anos das contas do Estado no banco não terem sido considerados. As respostas do diretor de finanças foram vagas.


