Terceirização de coleta
O secretário de Recursos Hídricos e Ambientais Urbanos do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, explica que existem muitas formas de se realizar a logística reversa. ''As empresas podem fazer elas mesmas o recolhimento e a destinação dos materiais ou podem investir, por exemplo, numa ONG que faça este trabalho.''
Outra possibilidade, segundo ele, é os fabricantes repassarem recursos para os municípios criarem postos de coleta. ''Vamos ver as propostas que vão surgir dos grupos de trabalho'', declara.
A diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenapar), Débora Melecchi, ressalta que, por enquanto, a logística reversa não será obrigatória para medicamentos. Mesmo assim, ela espera que os integrantes da cadeia (fabricantes, distribuidores e farmácias) abracem a proposta.
Membro do GT de descarte de medicamentos, Débora conta que, no Rio Grande do Sul, já existem experiências com logística reversa nesta área. As farmácias recolhem os remédios que não servem mais para a população. ''Observamos que as pessoas passaram a descartar também medicamentos que não estavam vencidos'', explica. Neste caso, eles são destinados a pacientes pobres. Os demais são incinerados ou levados para os aterros sanitários. ''Acreditamos que é possível implantar esse sistema em todo o País'', afirma.
O presidente do Compromisso Empresarial com a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, diz que o modelo estudado no GT de emgalagens em geral, do qual ele participa, terá como base as cooperativas de catadores. ''Mas em Londrina, a logística reversa dessas embalagens já é uma realidade através da coleta seletiva. A cidade serve como modelo'', declara. No entanto, segundo ele, apenas 10% dos municípios brasileiros contam com esse serviço. (N.B.)





