O governo deverá restringir o leilão da telefonia celular da terceira geração (com tecnologia mais avançada) às empresas que já estiverem operando telefonia no Brasil. O leilão desse tipo de telefonia celular ainda não tem data para acontecer. Será feito após o término do leilão da banda E e do novo leilão da banda C.
A estratégia do governo de restringir o acesso ao leilão da terceira geração visa aumentar a concorrência pela disputa da banda C da telefonia celular. Dessa forma, os investidores que comprarem autorizações da banda C estariam usando a última oportunidade de entrar no mercado de telefonia móvel no País. Além disso, o ágio da concessão poderia ser maior e o governo ganharia mais dinheiro.
Em janeiro, o leilão da banda C fracassou por falta de investidores, que consideram o preço mínimo (R$ 2,3 bilhões) alto demais. Ontem, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) disse que, caso não haja recurso das empresas, o leilão da banda E deve acontecer no dia 13 de março.
Após o leilão da banda E, o País ficaria com três grandes grupos operando telefonia celular: Telemar, Telefônica/Portugal Telecom e Italia Telecom. A idéia do governo é tornar a banda C mais atraente para que venham outros investidores.
De acordo com o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, a restrição à participação no leilão da terceira geração de telefonia celular aos investidores que já estiverem no Brasil não significa que não haverá custos para a aquisição da licença e disputa de preço.

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