Ter salada à mesa exige pesquisa
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Os comerciantes de hortifruti garantem que o aumento ainda não atingiu as gôndolas dos sacolões e supermercados, mas os consumidores londrinenses relataram que a chegada do inverno já afetou os preços de diversos produtos que compõem a 'saladinha' do dia a dia.
A dona de restaurante Juliana Santos Jorge, salientou que sentiu bastante diferença nos preços na última semana. ''O tomate, por exemplo, está bem mais caro. Em casa, a gente consegue dar um jeitinho, mas no restaurante não tem como. Temos que estar com o buffet de saladas completo. Acabamos gastando um pouco mais, mesmo fazendo pesquisa de preços e comprando em maior quantidade quando encontramos boas ofertas'', completou.
A professora aposentada Sebastiana Bernardes Lima também ressaltou que os hortifruti estão muito caros. Ela comentou que procura os produtos mais em conta e que, em casa, fica com o básico: alface e tomate. ''E olha que mesmo assim está complicado''.
Já o comprador Paulo Santana comentou que não sentiu muita diferença nos preços, mas reclamou que a qualidade dos produtos caiu. ''As verduras estão meio queimadas, feias. Acredito que a partir desta semana os preços vão começar a subir. Então, vamos ter que substituir pelo que estiver mais em conta. Não dá para ficar sem estes produtos em casa, mas a gente acaba sentindo no bolso'', confirmou.
Por seu lado, o proprietário de um sacolão no centro da cidade, Josuel Lucêncio Barbosa, disse que seu movimento cai em média 30% nesta estação, mas que até ontem não havia repassado nenhum aumento aos seus clientes. ''O que queimou (na geada), o pessoal já está parando de comer naturalmente. Agora, vendemos menos folhosas e frutas, e os legumes saem mais. Devido ao frio, o pessoal prefere consumir pratos quentes''.


