Tensão volta a influenciar finanças a partir de amanhã
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domingo, 12 de agosto de 2007
Folhapress 
São Paulo - Após a elevação do clima negativo no mercado global na semana passada, a agenda econômica dos próximos dias ganha ainda mais relevância. Analistas e investidores estarão atentos aos sinais que diferentes dados de inflação e desempenho do setor imobiliário norte-americanos poderão trazer nos próximos dias.
Pela agenda programada, o mercado financeiro deve ter um dia menos tenso hoje. Mas a partir de amanhã haverá a divulgação de números com potencial para mexer com os ativos pelo mundo.
A apresentação do resultado do PPI (índice de inflação ao produtor norte-americano, na sigla em inglês) de julho, nesta terça, será acompanhada com interesse. O mercado projeta que o núcleo do índice de preços (de onde exclui-se a variação de alimentos e energia da taxa) marque elevação de 0,2% no mês passado, próximo dos 0,3% computados em junho.
A quarta-feira pode ser o dia mais tenso do mercado financeiro nesta semana, devido à variedade de indicadores que serão conhecidos. Na manhã de quarta-feira, o governo americano vai apresentar o resultado do CPI (que é o índice de inflação ao consumidor dos Estados Unidos). A projeção é de que o núcleo do CPI registre em julho a mesma elevação apresentada no mês de junho, de 0,2%.
Os índices de preços norte-americanos têm força para mexer com o mercado financeiro. Isso porque o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) tem na variação dos preços uma de suas principais preocupações. Se a inflação registrada no País começa a ficar abaixo do esperado, crescem as chances de o Fed voltar a reduzir os juros americanos.
Já há quem conte com essa possibilidade ainda neste ano. Daqui até dezembro ainda haverá três reuniões do Fed, com o último encontro programado para 11 de dezembro. Os juros básicos dos Estados Unidos foram mantidos em 5,25% anuais na semana passada pelos dirigentes do Fed, como previam os agentes de mercado financeiro.


