O mau humor voltou ontem ao mercado de câmbio com rumores vindos da Argentina e o dólar comercial subiu 0,82%. O impasse na negociação entre governo argentino e oposição e a informação de que a missão do FMI adiaria sua visita ao país aumentaram a procura pela moeda, que terminou o dia comercializada a R$ 1,967 (venda). No final da manhã, o dólar começou a ser fortemente pressionado e chegou a ser comercializado a R$ 1,974, alta de 1,18% em relação ao fechamento do dia anterior.
‘‘Além da Argentina, havia comentários pela manhã de uma possível moratória a ser anunciada pelo Paraguai, desmentida depois, mas que pressionou ainda mais a moeda’’, afirma João Medeiros, da corretora Pioneer. Com o valor que fechou ontem, o dólar se aproximou do seu maior nível no ano, que foi registrado no último dia 9, quando a moeda terminou os negócios a R$ 1,970. Ontem, o dólar paralelo fechou em R$ 2,02 (compra) e R$ 2,06 (venda). O dólar-turismo fechou em R$ 1,890 (compra) e R$ 1,990 (venda).
Segundo analistas, a dificuldade em se obter sinais mais concretos em relação à resolução da crise político-econômica da Argentina deve novamente pressionar o mercado de câmbio na abertura dos negócios na segunda-feira.

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