A cabo eleitoral Luciane Amaral, 20 anos, trabalha diariamente das 8h às 20h na campanha de um candidato a deputado federal nas ruas de Londrina. Desempregada há um mês, ela recebe R$ 120 mensais para fazer panfletagem. Em seu ex-emprego, como operadora de caixa de supermercado, faturava R$ 205 por mês. ‘‘Estava necessitada e tive sorte de arranjar esta vaga. Pelo menos, tenho salário garantido até 4 de outubro’’.
Luciane conta que sempre gostou de política e que agora ficou ainda mais interessada pelo assunto. ‘‘O problema do desemprego pode ser solucionado pelos políticos’’, acredita. Ela diz que algumas pessoas tratam os cabos eleitorais com desrespeito. ‘‘Tem muita gente que fica brava. Mas nós precisamos trabalhar’’.
‘‘O difícil é saber que depois das eleições estarei desempregada novamente’’, reclama a cabo eleitoral. Apesar de não pagar aluguel, Luciane mora sozinha e paga água, luz e tem outros gastos normais de uma casa. ‘‘Gasto mais do que R$ 120 por mês mas estou me virando’’, diz ela, que tem 2º grau completo e sonha em arranjar um emprego como secretária para poder estudar à noite. Em Londrina, os cabos eleitorais recebem salários entre R$ 120 e R$ 250. (C.L.)

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