Tendência é de novos aumentos, diz corretor
O consumidor já está pagando mais caro pelo feijão. Em empresas de Londrina pesquisadas pela Folha, o aumento no preço da mercadoria variou de 25% a mais de 100% nos últimos dois meses. De acordo com Marcelo Luders, a tendência é que o preço aumente ainda mais. ''Ou sobe ou não vai haver feijão'', disse.
Apesar dos preços compensadores, muitos produtores paranaenses temem enfrentar prejuízo com a cultura nessa safra de águas. De acordo com o Deral, as adversidades climáticas provocaram quebra de 8%, reduzindo a estimativa de produção para 476.936 toneladas. Os maiores percentuais foram registrados nas regiões de Campo Mourão (22%), Jacarezinho (24%), Cascavel (24%) e Francisco Beltrão (21%).
O agricultor Neudi Mosconi, de Cascavel, estima que terá prejuízos na ordem de 65%. Em outubro, ele perdeu 50% da área plantada por causa de uma chuva de granizo. Em novembro, a mesma intempérie dizimou 30% da área restante. ''O preço precisará estar muito bom para compensar os estragos'', comentou. Se conseguir produtividade de 33 sacas por hectare, Mosconi terá custo de produção de R$ 25,00 por saca. ''Espero receber pelo menos R$ 80,00 por saca'', comentou.





