Curitiba - Embora a situação de 2008 indique que a igualdade entre os sexos ainda é uma realidade distante no mercado de trabalho paranaense, as coisas melhoraram muito nos últimos anos. A Pnad de 1998 havia apontado uma diferença de renda mensal muito maior entre homens e mulheres: segundo o IBGE, naquele ano o rendimento médio mensal do sexo masculino era de R$ 555, e o do feminino R$ 290, uma diferença de 91,37%.
Bernadete Lucavei é gerente de uma loja das Livrarias Curitiba (grupo que abrange também as livrarias Porto e Catarinense). Ela relata que, cerca de um ano após entrar na empresa, tornou-se responsável pelo período da manhã em uma unidade da rede. Em mais dois anos, passou a ocupar o atual posto na empresa. Segundo ela, 50% dos gerentes das Livrarias Curitiba são mulheres.
''O que conta aqui é o mérito'', aponta Bernadete, que destaca que a discrepância salarial entre os sexos deve diminuir ainda mais no Paraná e no Brasil, porque as gestões vão se tornar cada vez mais profissionais e as mulheres estão buscando qualificação. ''As faculdades estão formando muitas mulheres que estão crescendo profissionalmente. Acredito que isso vai se refletir em mudanças nos próximos anos'', argumenta.
Lenina Formaggi, do Dieese, diagnostica o mesmo fenômeno. ''A inserção das mulheres no mercado de trabalho é historicamente recente. Além disso, as mulheres, via de regra, estudam mais do que os homens. A tendência é que os rendimentos se equiparem'', afirma a economista. (F.G.)

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