Tendência do preço do carro novo é cair ainda mais
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domingo, 09 de agosto de 1998
Agência Estado 
Marcos BorgesConcessionárias estão confiantes em aquecimento de até 20%O consumidor que pretende comprar carro novo ou usado deve esperar mais alguns dias para fechar o negócio. A expectativa, no curto prazo, é que ocorra uma queda ainda mais acentuada no preço dos veículos. Só o corte de sete pontos porcentuais na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), promovido pelo governo, já pressionou os preços, que, na média, caíram entre 4% e 5% na semana passada. Outro dado favorável ao consumidor é que os estoques estão elevados e as empresas têm urgência em desová-los antes da chegada da linha 99 às concessionárias.
Mas o crescimento da demanda, que deve ser estimulado pelo IPI mais baixo e também pela queda dos juros na compra parcelada, que já está sendo promovida pelos bancos de algumas montadoras, pode sustentar os preços. Significa que, para fazer melhor negócio, o consumidor precisa acompanhar o mercado e recorrer à pesquisa. Mesmo porque algumas concessionárias podem repassar a redução do IPI sobre o preço de tabela e não sobre o valor promocional, que já embutia um desconto médio de 10%.
As empresas também estão otimistas. A expectativa é que o volume de vendas, que foi discreto na semana passada, cresça nos próximos dias. O diretor de Vendas da Sopave, concessionária Volkswagen, Naul Ozzi, acredita que o volume de negócios do setor cresça algo em torno de 20%, revertendo a queda do movimento registrada em julho.
No acordo que levou à redução do IPI, as empresas do setor comprometeram-se a repassar o corte do imposto ao preço do veículo. Caso isso não ocorra, o governo pode voltar atrás na sua decisão. Os profissionais que trabalham na área dizem que os preços serão definidos pelas regras de mercado.O tamanho do desconto será ditado pela concorrência, afirma Carlos Alberto Fernandes, gerente de Vendas da Disbrasa, concessionária da GM. Pelo acordo, o IPI para carro popular caiu de 13% para 6% e o dos veículos médios, de 25% para 18%.
A partir de 21 de setembro, a redução adicional de dois pontos porcentuais, concedida pelo governo para compensar os veículos que haviam sido faturados com a antiga alíquota, deve ser retirada. Até 31 de dezembro, fica valendo só o desconto de 5%. Em janeiro, o governo vai redefinir esses porcentuais. A previsão é que a alíquota para carro popular fique em 10% e a dos carros médios em 25%.


