Tendência de profissionalização
Curitiba - Quando abriu, há cinco anos, o Colombo Park Shopping tinha a intenção de oferecer entretenimento e serviços para os moradores da região que iam até Curitiba fazer compras. Hoje o emprendimento tem além de um grupo diversificado de lojas, serviços públicos, bancos e uma grande praça de alimentação. ''Às vezes a pessoa quer fazer um lanche, mas não se desloca até Curitiba para fazer isso. Existia uma demanda que a gente atendeu'', conta a administradora do shopping, Patrícia Bach.
O Colombo Park Shopping é o único empreendimento da empresa no setor. Mas para o diretor de Relações Institucionais da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva, a tendência entre os shoppings das cidades de médio porte é a profissionalização. ''Quem não é da área não dura muito. O que garante o sucesso são todos os estudos e análises que as grandes incorporadoras fazem'', alerta.
A falta de gestão especializada deixa de lado, indica Silva, a principal vantagem dos shoppings: a garantia de público e receita. ''Quando um negócio no setor é planejado há um cuidado justamente com o retorno, porque o investimento dos lojistas é alto'', diz.
''O investimento é praticamente o mesmo que teríamos se a loja fosse em Curitiba'', conta a empresária Luciane de Carli Heuer, uma das sócias da loja Scala no Shopping São José. Com algumas semanas de existência o desempenho da loja tem surpreendido os proprietários. ''O resultado tem sido muito melhor que o esperado'', comemora.
Em Guarapuava, o Shopping Plaza é um exemplo do que pode dar errado. Segundo Alberto Pedroso, gerente do empreendimento, o negócio foi retomado há quatro anos, depois de passar décadas semi-construído. Mas a maior parte do prédio acabou sendo alugada para uma faculdade local. Agora a empresa tentar montar um mix de lojas no andar que permanece vago.
''Já temos um restaurante e a ideia é ter opções de lazer e as lojas'', avisa. O shopping, no entanto, não possui planos de expansão porque o prédio, cuja construção começou ainda na década de 80, tem pouca área de estacionamento. ''Para um centro de compras tinha que ter muito mais vagas'', completa. (R.C.F.)





