Tendência da taxa é incerta
Tendência da taxa é incerta
Arquivo FolhaIMPAGÁVELEm média, o crédito direto ao consumidor nas lojas custa 8,5% ao mês. No ano, chega a abusivos 167%O comportamento do mercado financeiro está bastante indefinido, uma vez que surgiram dúvidas em relação à manutenção da tendência de queda dos juros. Os problemas que o governo enfrenta para equilibrar as contas públicas e as turbulências vindas da Argentina estão deixando os investidores preocupados.
O economista Marcelo Allain entende que é mais provável que os juros continuem em queda, mas não descarta uma elevação das taxas, embora considere a hipótese improvável. Segundo ele, os principais problemas para o governo são a questão fiscal e as frequentes crises políticas. Allain diz que as dificuldades estão interligadas, pois os sobressaltos no front político atrapalham a tramitação das reformas no Congresso. Além disso, o governo pode acabar cedendo nas negociações com Estados e municípios. A reforma ministerial anunciada na semana passada não garante que esses problemas terão fim. Nesse quadro, os investidores podem começar a pedir juros mais elevados. Na terça-feira, o Tesouro pagou até 26,08% por LTNs, títulos prefixados de um ano, o que assustou o mercado, já que os juros básicos estão em 21% ao ano.
Alguns analistas entendem que os problemas da Argentina podem afetar o fluxo de capital externo para o Brasil, uma vez que o investidor estrangeiro costuma analisar os países emergentes em bloco. Allain não acredita, porém, que a turbulência argentina leve o Brasil a aumentar as taxas. A instabilidade seria absorvida pelo câmbio, que é flutuante.





