TENDÊNCIA - Não é hora de ousar nas aplicações
No Brasil os analistas continuam recomendando cautela nos investimentos. Ao contrário das recomendações tradicionais (para diversificar suas opções), a ordem agora é manter seu dinheiro abrigado em papéis mais seguros, sem arriscar muito por conta de taxas mais convidativas.
A cada notícia ou rumos novo, as Bolsas de Valores oscilaram de forma intensa, tanto para cima quanto para baixo.
Tanto que a divulgação da esperada ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na quinta-feira passada, acabou por ter pouca influência no mercado brasileiro. O documento explicou os motivos que levaram o Copom a elevar a taxa básica Selic de 13% para 13,75%.
''A ata da última reunião do Copom trouxe um tom mais ameno em relação à inflação doméstica sem que, contudo, tenha sinalizado alívio em relação às preocupações quanto ao ritmo de expansão da demanda'', diz análise do departamento de pesquisas econômicas do Bradesco. ''A partir da leitura feita, continuamos avaliando que a próxima decisão, dia 28 de outubro, será de alta de 0,50 ponto percentual.''
Nesta semana, a agenda brasileira traz, na quarta-feira, o IPCA-15, que serve como uma espécie de prévia do índice oficial de inflação. A expectativa do mercado é que o IPCA-15 mostre desaceleração, de 0,35% para 0,22%. O IPCA, que é medido pelo IBGE, é o índice utilizado pelo governo para monitorar a meta de inflação.
No dia seguinte, a Fipe divulga o IPC da terceira quadrissemana. A projeção do mercado financeiro é de que o índice aponte alta de 0,45%. (Redação e agências).





