Tempo máximo de espera é de 30 dias
O Instituto de Proteção e Defesa dos Consumidores e Cidadãos do Brasil (IPDC), com sede em Curitiba, vem recebendo inúmeros pedidos de informação sobre as cadernetas de poupança que não foram reajustadas corretamente na adoção de alguns planos econômicos há cerca de 20 anos. ''A pergunta básica de quase todo mundo é se a pessoa tem direito ou não à correção das poupanças na época'', afirma o assessor jurídico do IPDC, Marcos Vendramini.
Segundo ele, se for comprovado que o cliente tinha R$ 1.000,00 na poupança, depois das conversões para valores atuais, ele teria direito R$ 88,00 referente ao Plano Verão; R$ 203,70 referente ao Plano Bresser, e R$ 430,40 referente ao Plano Collor. É importante ressalvar que a correção será aplicada ao saldo de cada conta em cada plano. Corrigidos os valores, seria aplicada a correção pelos índices da poupança até agora.
O assessor jurídico do IPDC reconhece que os bancos estão criando dificuldades para a emissão dos extratos que comprovam se o cliente tem ou não a correção da poupança da época. Segundo ele, os bancos não têm justificativa para não emitir os extratos porque não havia histórico de problemas neste sentido. ''No começo, os bancos emitiam os extratos em 24 horas, depois mudaram para 15 dias, 30 dias, e agora há casos em que as pessoas esperam por oito meses ou mais'', afirma Vendramini.
A orientação da entidade é para que o cliente faça um requerimento ao banco, por escrito em duas vias, pedindo os extratos e caso os bancos não queiram receber o documento, o cliente deve enviar uma carta com A.R. (aviso de recebimento) para depois entrar com uma ação na Justiça exigindo o pagamento da diferença.
O IPDC pode esclarecer outras dúvidas dos consumidores pelo telefone 0800-602.8080.
O Procon de Londrina não recebeu nenhuma reclamação dos consumidores sobre as dificuldades em conseguir extratos das poupanças antigas junto à rede bancária.





