A tempestade da madrugada de anteontem na região Oeste do Paraná trouxe prejuízos aos produtores de trigo. As chuvas das últimas semanas já vinham prejudicando a colheita, cujo problema foi agravado com os ventos e granizos que atingiram cerca de 30% dos 110 mil hectares plantados nos 28 municípios do Núcleo de Cascavel do Departamento de Economia Rural (Deral).
Segundo o técnico do Deral, José Pértile, a colheita do trigo já deveria ter sido concluída, não fossem as chuvas. Ele explica que o trigo não suporta a mais que três dias sob chuva, quando passa a perder qualidade e a se transformar em triguilho, um sub-produto. ''Com o comprometimento da qualidade, por consequência o preço da saca também é afetado'', diz.
Pértile acrescenta que os maiores problemas com a tempestade aconteceram em Ramilândia (81 Km de Cascavel) e Céu Azul (51 Km a oeste de Cascavel). Nessas localidades, grande parte da plantação foi destruída com os ventos e pedras de granizo. ''Em Céu Azul tinham plantado 7,3 mil ha. Apesar de ainda não termos números concretos, as primeiras avaliações demonstram que as perdas foram consideráveis'', lamenta.
Já em relação ao milho, Pértile disse que o produto também não conseguiu escapar da tempestade. Nos 26 municípios do Núcleo deverão ser plantados 92,3 mil ha, sendo que 20% desse total já está na terra. ''Uma parte certamente foi atingida, mas ainda é cedo para fazer qualquer previsão'', conclui.

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