Tempero suave e pouco tempo de fogo
A comerciante Ely Fujikawa viu o consumo de peixe aumentar depois que incorporou a variedade grelhada na sua peixaria, a Nipopesca, em Londrina. Todos os sábados e domingos, ela acende a churrasqueira para assar filés e peixes inteiros (recheados com farofa). Os preferidos da maioria são tainha, piapara e salmão, mas o estabelecimento também oferece anchova, pargo, atum, sardinha e bacalhau. Entre a comunidade japonesa, o que mais sai é a anchova.
Segundo Ely, diferente da carne vermelha, o peixe requer tempero suave, pouco sal e pouquíssimo tempo de fogo. ''Na verdade, um dos segredos é o ponto. Não pode passar de vinte minutos, meia hora, senão resseca. Assamos em três degraus: começa em cima e depois vai descendo'', conta.
Há dois anos trabalhando com peixe assado, a comerciante diz que aprendeu a decifrar as preferências da clientela. Uma das exigências é o peixe sem espinhos. ''No inteiro não dá, mas no filé tiramos os espinhos com a pinça'', diz. Conforme Ely, no verão o consumo de peixe grelhado cresce 30% em relação ao restante do ano. Na linha de peixes prontos para o consumo, ela também trabalha com espetinho, sashimi e salada de frutos do mar.
Destacando a praticidade e o sabor, vários consumidores já adquiriram o hábito de comprar peixe assado nos finais de semana. ''Falta opção de peixe pronto na cidade. Quando vejo peixe grelhado, não resisto. Dá vontade de levar todos. O sabor é outro, pois a grelha dá um toque diferente'', diz o comerciante Luiz Antonio Pereira.
Na casa da dentista Ângela Cristina de Freitas Soares tem peixe, pelo menos, uma vez por semana. ''E nos finais de semana gostamos de levar algum grelhado. Dessa forma dá para sentir mais o sabor do peixe. Quando você põe molho ou óleo já interfere no gosto'', diz ela, acompanhada do marido, o funcionário público Dalton Lázaro Soares, e dos filhos Renato, 12 anos, e Paula, 10.®MD77¯ ®MDNM¯





