As baixas temperaturas que ano passado prejudicaram as culturas de inverno, esse ano estão colaborando com o plano dos agricultores que esperam uma boa colheita em relação ao trigo que aumentou sua área de plantio em relação à safra de 2000.
Em todo o Paraná, a área plantada de trigo aumentou cerca de 4,5% em relação ao último ano. Para esse ano, a estimativa do Deral é que sejam plantados 797 mil ha de trigo em todo Estado. Na maioria das regiões, o plantio já terminou ou está em seu final, é o caso das regiões Norte e Oeste.
Segundo a economista do Deral, Jovir Esser, na região de Cascavel, mais de 95% da área de trigo já foi semeada. Prevê-se uma colheita de 206,16 mil toneladas. Ao todo serão mais 91 mil ha, e a única preocupação até o momento é a alta taxa de umidade, que pode favorecer o aparecimento de alguma praga na cultura. ‘‘Estamos alertando os produtores para ficarem atentos, explicando-lhes o risco do surgimento de pragas e como preveni-las’’, diz.
O engenheiro agrônomo Otmar Hubner, do Deral de Curitiba, afirma que em todo Paraná mais de 70% da área de trigo já está plantada. Ele completa que o Estado é dividido em nove zonas ou regiões, que realizam o plantio e colheita em épocas diferentes. ‘‘A região Norte deverá ser a primeira a iniciar a colheita em meados de agosto’’, acrescenta.
Jovir Esser diz que os riscos de falta de semente para o plantio de trigo não se concretizaram, pois muitos produtores compraram semente do Rio Grande do Sul. Ela completa que outros usaram as sementes caseiras, ou seja, o próprio trigo ou trigilho colhido na safra do ano passado. ‘‘A área plantada em nossa região permaneceu a mesma do ano passado, sendo que os produtores usaram alternativas viáveis para o plantio’’, observa.
No Estado do Paraná, a colheita do trigo deverá chegar a 1,740 milhão de toneladas, número superior ao do ano passado, quando as perdas atingiram 65% da área plantada devido às baixas temperaturas. Otmar frisa que o clima tem sido bastante favorável à cultura, e se não ocorrerem mudanças esta pode ser uma das maiores safras de trigo de todos os tempos no Estado.
Milho Já em relação ao milho safrinha, a economista diz que na região houve uma redução de cerca de 44% da área plantada em relação ao cultivo da cultura em 2000. No Paraná, a diminuição chegou a 17%. Ela acredita que os preços baixos foram fundamentais por essa diminuição, mas ressalta que os riscos de baixas temperaturas também contribuiu. ‘‘Como a colheita da safra de verão ficou atrasada, o plantio do milho safrinha também atrasou e ficou muito arriscado seu cultivo’’, explica.
O milho safrinha não sofre com as geadas, porém os baixos preços desanimaram os produtores que preferiram investir em outras culturas.

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