Com o preço do dólar na casa dos R$ 4, a importação de papel também se torna uma alternativa cara para a indústria gráfica. "O dólar está muito alto e ainda tem o imposto de importação, de 15%", observa o presidente da Abigraf Nacional, Levi Ceregato. "Não nos deram alternativa", comenta ainda o empresário Edson Benvenho, da Midiograf. "Não compensa trazer de fora."
Com esse cenário, a expectativa é que 2016 seja um ano ainda mais complicado, afirma Cesar Lise, diretor do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná (Sigep). "O que temos que fazer é tentar diversificar o negócio, sermos mais criativos e termos a esperança de que a economia mude."

Representatividade
De acordo com Lise, o setor gráfico é o quarto em produção industrial no Paraná e o Estado está entre os primeiros mais importantes no segmento em nível nacional. Nos últimos anos, entretanto, tem tido um cenário negativo em relação à abertura e fechamento de empresas, bem como desemprego em grandes volumes. "É grave o desemprego no setor gráfico e tende só a aumentar." Em todo o País, a indústria gráfica possui mais de 21 mil empresas e emprega mais de 220 mil trabalhadores, segundo dados da Abigraf Nacional. Hoje, entretanto, opera com apenas 60% de sua capacidade.(M.F.C.)

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