Temor sobre Previdência faz Ibovespa cair e dólar subir
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quinta-feira, 18 de abril de 2019
Agência Estado 
Subiu
Petrobras
Desceu
Santander
Expectativa sobre Petrobras
evita perdas ainda maiores
A dificuldade de articulação do governo que levou ao adiamento da votação do relatório da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara impôs perda firme ao Índice Bovespa na quarta-feira (17). A possibilidade de o texto sofrer alterações já na fase de admissibilidade renovou temores de que a reforma traga impacto fiscal aquém do necessário. Assim, o Ibovespa caiu 1,11%, aos 93.284,75 pontos. A melhora das ações da Petrobras foi decisiva para desacelerar perdas minutos antes do fim do pregão. A petroleira anunciou entrevista coletiva para as 18 horas para falar sobre política de preços e os papéis da companhia passaram de negativos para altas de 0,10% (ON) e 0,11% (PN).
Papéis de financeiras puxam
desempenho do dia para baixo
Entre as demais blue chips do mercado, também foram destaque as retrações sobre papéis do setor financeiro. Os destaques ficaram com Santander (-3,06%), Itaú Unibanco PN (-1,55%) e Banco do Brasil ON (-1,32%). O volume de negócios durante todo o pregão na Bovespa somou R$ 26,560 bilhões, incluindo o movimentado no exercício de opções sobre o índice. Um experiente gestor de recursos de uma asset independente diz que o amadorismo do governo na articulação política assusta os investidores e leva à percepção de que a economia com a reforma ficará muito aquém do R$ 1 trilhão em dez anos almejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Dólar se valoriza apesar de
dado positivo para emergentes
Temores de desidratação precoce da reforma da Previdência e de uma tramitação morosa da proposta do governo no Congresso desencadearam uma corrida ao dólar. Como a liquidez no pregão de quinta (18) deve ser reduzida por conta do feriado na sexta-feira (19), investidores preferiram adotar uma postura defensiva e zerar posições vendidas na moeda americana. Apesar da valorização de divisas emergentes e de produtores de commodities após dados positivos da economia chinesa, o dólar passou o dia inteiro em alta e, com máxima de R$ 3,9471, encerrou os negócios com valorização de 0,85%, a R$ 3,9354 - maior preço de fechamento desde 27 de março deste ano.
Taxas de juros sobem nos
prazos médios e longos
As preocupações do mercado com a reforma da Previdência fizeram com que os juros futuros de médio e longo prazos passassem o dia em alta, também pressionados pelo avanço do dólar. Já os curtos ficaram estáveis. No fim da sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 passou de 6,536% no ajuste anterior para 6,540%. A do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,102% para 7,12%. A taxa do DI para janeiro de 2023 avançou de 8,252% para 8,31%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,84%, de 8,762%. Apesar de várias instituições alterarem a expectativa de estabilidade da Selic para corte neste ano, essas revisões ainda não aparecem na curva a termo.


