O medo de uma recessão globalizada e de uma grande diminuição na demanda levou a cotação do petróleo nos mercados internacionais a ter a maior queda num só dia desde a guerra do Golfo Pérsico, em 1991. Os contratos futuros do produto fecharam no nível mais baixo dos últimos dois anos na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechando em US$ 22,00 um recuo de US$ 3,96 (15,25%) em relação à cotação de sexta-feira. Em Londres, a queda também foi grande (13,48%). Os contratos futuros do petróleo Brent para novembro foram para US$ 22,01 o barril na International Petroleum Exchange (Ipe), uma queda de US$ 3,43. Logo após os ataques terroristas do dia 11, o barril chegou a US$ 31,05.
A procura pelo produto já começou a cair, pois os atentados tiveram um impacto imediato no tráfego aéreo, com uma queda de cerca de 20% no movimento, de acordo com o analista do SocietŠ GŠnŠrale, Frederic Lassere. Essa redução deve reduzir em 20% a demanda por combustível para aeronaves, atualmente em 7 milhões de barris por dia. ''E isto só no curto prazo'', observou o analista. Operadores do mercado disseram também que os temores de uma recessão global forçaram especuladores a saírem do mercado.

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