O assédio moral ganha cada vez mais atenção de diversas categorias profissionais. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por exemplo, inclui a questão na pauta de reivindicações para acordo coletivo desde 2005.
  Luiz Marcolino, presidente da sindicato, informa que desde a criação de metas de vendas para os produtos dos bancos a pressão se intensificou. Segundo ele, gerentes enviavam e-mails aos funcionários com ameaças de demissão caso as cotas não fossem vendidas. Atualmente, o sindicato tem 16 ações em andamento na Justiça.
  Com as denúncias, o sindicato e a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) criaram um grupo de trabalho para discutir o tema. Agora, segundo Marcolino, a preocupação é avaliar se as ameaças denunciadas partem isoladamente das chefias dos setores ou são uma recomendação das linhas de gestão dos bancos.
   O Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco contabilizou 300 denúncias de assédio moral só em 2006. De acordo com Eunice Cabral, o primeiro passo é tentar resolver a pendência com a empresa e, caso não haja acordo, parte-se para a Justiça. Há um ano, o sindicato editou uma cartilha para explicar as condições de assédio moral.(A.E.)

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