De acordo com Marcos Ernst gerente numa loja de brinquedos no centro de Londrina a 'febre' dos lançamentos não sobrevive ao fim dos investimentos na mídia. ''Depois disso, as unidades que sobram perdem dois terços do valor e ainda assim ficam encalhadas nas prateleiras'', acrescentou Ernst que presenciou briga de mães pelo mesmo produto na época de auge.
Outra característica dos brinquedos da moda é o alto preço. Um par de luvas com a máscara do Homem-Aranha é vendido por R$ 159,00, qualquer personagem de ''O Senhor dos Anéis'' custa, no mínimo, R$ 49,90 e o castelo da Barbie é desfrutado pela 'bagatela' de R$ 780,00. Segundo Ernst, os pais não costumam pechinchar e quando acham que o produto está caro demais procuram um brinquedo alternativo. Essa possibilidade é respaldada pela variedade de opções e preços numa loja especializada.
Para a farmacêutica Fabiana Daher Valentine, é difícil resistir à pressão dos filhos que são muito influenciáveis pela televisão. Mesmo assim, ela diz que não paga mais que R$ 30,00 por um brinquedo. ''Hoje em dia, eles dão mais valor aos videogames e jogos de computador'', justifica a mãe. A diarista Edna Aparecida Oliveira está procurando um fogãozinho para a filha de três anos que também pediu uma Barbie. ''Por enquanto, só encontrei a boneca que custa o dobro do que eu pensava'', disse.
Segundo a vendedora Almira Amaral, a sedução dos brinquedos atinge até os pais que, na maioria das vezes, compram mais do que planejavam. Também não é para menos. Hoje em dia, os brinquedos estão cada vez mais bonitos e eficientes a ponto de imitarem com perfeição gestos e reações humanas. ''Outro dia, um senhor de 60 anos levou um carrinho para ele e outro para o filho a fim de começar uma coleção'', lembra Almira. (B.R.)

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