Telespazio pode participar
do teleporto de Londrina
Maior complexo de telecomunicações do mundo recebe proposta de parceria da Sercomtel
Ruth Meira
Enviada à Itália
Arquivo FolhaNa frenteO presidente da Sercomtel, Rubens Pavan: ‘‘Italianos estão na vanguarda dessa tecnologia’’O maior teleporto do mundo, o Telespazio, em Roma, na Itália, poderá participar da implantação do teleporto de Londrina. O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, conheceu o empreendimento e propôs a diretores da empresa italiana, privatizada há dois anos, participação no projeto londrinense. O Telespazio é pioneiro no mundo - foi implantado em 1963.
O complexo italiano, localizado a 110 quilômetros de Roma, possui 72 sistemas de antenas e oferece o maior leque de serviços de satélites do mundo, mas atua de modo diferente do que se pretende em Londrina. A empresa vende serviços para operadoras diretamente às empresas que se interessam por seus serviços - como bancos, que não precisarão mais possuir estrutura própria para a operação dos teleserviços, por exemplo, ou seguradoras, que poderão utilizar os satélites como instrumento para monitoramento de frotas de veículos.
Segundo Pavan, que integra a comitiva londrinense em visita à Itália, a partir de setembro o teleporto italiano estará iniciando operações de telefonia celular via satélite. ‘‘É um sistema avançado que dará ao usuário acesso de uso da telefonia celular em qualquer ponto do mundo. Os italianos estão na vanguarda dessa tecnologia’’, afirma Pavan. Ele diz que ficou impressionado com o tamanho do complexo e com a quantidade de serviços oferecidos pela Telespazio. A empresa recolheu US$ 300 milhões em impostos no ano passado somente com transmissões via satélite.
A implantação do teleporto de Londrina exigirá investimentos de US$ 200 milhões e, segundo o secretário de Fazenda de Londrina, Luís César Guedes, que também faz parte da delegação londrinense, poderá gerar em cinco anos volume de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) equivalente à toda a arrecadação atual do município, que saltaria de R$ 26 milhões para 52 milhões ao ano. ‘‘Se considerarmos ainda o reforço de caixa com o início de operações da Globaltelecom e de todas as novas indústrias que estão se instalando, podemos projetar um enorme salto fiscal para Londrina no curto prazo de dois anos’’.
Segundo o presidente da Sercomtel, o consórcio Globaltelecom, que vai explorar a telefonia celular privada no Paraná e Santa Catarina, está em negociação com a companhia telefônica londrinense para instalar a sua estrutura operacional na unidade da Sercomtel localizada no Jardim Bancários. Pavan lembra que, apesar de competirem no mercado londrinense, as empresas seguiriam uma tendência mundial de compartilhar estruturas para reduzir custos. ‘‘Desde que setores estratégicos, como financeiro e de marketing, sejam preservados, só há vantagens nisso’’, afirma.
A jornalista Ruth Meira viajou à Itália a convite do Programa Paraná-Europa.

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