Teleporto pode entrar em operação em 98
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sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
Arquivo FolhaPavan, da Sercomtel: Complexo técnico eficiente com estrutura enxutaO Teleporto de Londrina pode começar a funcionar até meados do próximo ano. A informação é do presidente da Sercomtel S/A Telecomunicações, Rubens Pavan, que embarca neste domingo para a França. Ele visita o Teleporto de Poitiers e se reúne com membros de seu conselho diretor, que são possíveis parceiros no projeto do Teleporto de Londrina. Pavan viaja acompanhado por empresários de São Paulo - também potenciais parceiros - e do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani.
A Sercomtel contratou, no mês passado, uma consultoria internacional para fazer um estudo de viabilidades técnica e econômica do Teleporto, que está levantando o que a Cidade já tem em matéria de telecomunicações e qual a infraestrutura necessária para viabilizar o projeto, além do custo e da previsão do retorno do investimento. O estudo deve ficar pronto em novembro deste ano. Se o resultado for positivo, mostrando que o projeto é viável, devemos começar a construir o Teleporto ainda neste ano, prevê Rubens Pavan. Segundo ele, o empreendimento deve ficar pronto seis meses depois do início da construção.
Pavan diz que a Sercomtel não pretende erguer um grande edifício para abrigar o Teleporto. Deve ser um complexo técnico eficiente com estrutura enxuta, afirma. Ele já esteve no Teleporto de Poitiers e gostou do que viu. A concepção daquele Teleporto, que tem uma clientela forte na prestação de serviços, me agradou muito.
O Teleporto, um centro de excelência em telecomunicações, é um local com infraestrutura de telecomunicações de tecnologia avançada, que tem capacidade de transmitir e receber grandes volumes de voz, dados e imagens. No Brasil, ainda não existe nenhum Teleporto.
Entre os dias 14 e 20 deste mês, Pavan visita, na Itália, dentro do Programa Paraná-Europa, algumas fábricas de componentes de telecomunicações e operadoras junto com empresários de Londrina interessados em tornar-se fornecedores para a Banda B. Estes industriais querem se preparar para a abertura do mercado brasileiro de telecomunicações, diz. Entre eles, estão empresários da Metalúrgica Paulista, Rota, Ciclos e Eletromec.
Além da visita ao Teleporto de Poitiers, Alex Canziani realiza contatos na área de desenvolvimento turístico, na França. Em Paris, ele se encontra com a embaixadora do Desenvolvimento de Londrina, Maria Elisa Ferraz Paciornick, delegada do Brasil na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), que é um braço da ONU naquela cidade.


