Cláudia Lopes
De Londrina
O Teleporto de Londrina deve entrar em operação em 30 dias e vai funcionar no Centro Politécnico da Unopar, que fica na rua Tietê, 1208. O acordo para a instalação do centro de excelência em telecomunicações foi assinado ontem pela manhã entre Sercomtel, Impsat e Universidade Norte do Paraná (Unopar). O Teleporto vai ocupar uma área de 150 metros quadrados no prédio onde funcionava o antigo Cesec do Banco do Brasil, comprado em meados deste ano pela Unopar.
A área foi cedida por dez anos, em comodato, pela Universidade à Sercomtel e à Impsat, que farão a instalação de antenas, equipamentos e rede de fibras ópticas no local. As antenas ocuparão a parte superior do prédio.
A pesquisa realizada pela Impsat para levantar o mercado do Teleporto apontou 200 empresas da região como potenciais clientes, segundo o diretor da regional Sul da Impsat, Marcos Malfatti. O centro de excelência em telecomunicações vai disponibilizar serviços de dados, voz e imagens de alta velocidade.
Por enquanto, apenas a empresa de defensivos químicos Milenia e o provedor Onda usam estes serviços, através de fibras ópticas da Copel e do Teleporto de Curitiba. ‘‘Daqui a um mês, os serviços serão oferecidos a partir do Teleporto de Londrina’’, disse o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan. Os preços variam de acordo com as necessidades de cada empresa. ‘‘As redes podem custar de US$ 1 mil a US$ 1 milhão’’, explicou Malfatti.
O fator determinante para a escolha do Centro Politécnico como sede do Teleporto foi a infra-estrutura do prédio, que dispõe de energia elétrica em abundância e nobreak e sistema de ar-condicionado com grandes capacidades. ‘‘No local, também estão concentradas grandes estruturas como laboratórios e centros de treinamentos. Além disso, nossa rede de fibras ópticas está a 800 metros do prédio’’, disse Pavan. ‘‘A utilização do Centro Politécnico tornou viável e rápido o projeto de instalação do Teleporto’’.
Para conectar a malha óptica da Sercomtel até o local, ele calcula que serão gastos entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Já o presidente da Impsat, Daniel Hourquescos, não quis revelar o valor do investimento da empresa no projeto. Ele disse apenas que a concepção do Teleporto é modular, devendo crescer à medida que forem aumentando o número de clientes.
Para o reitor da Unopar, Marco Antonio Laffranchi, a instalação do Teleporto no Centro Politécnico vai viabilizar dois projetos: a especialização dos alunos, que poderão fazer estágios no centro de execelência, e a do ensino a distância, que a universidade pretende implantar nos próximos 60 dias. No prédio, funcionam os cursos de engenharia de telecomunicações, engenharia de informática, processamento de dados e arquitetura e urbanismo, além da TV Mix, do Softex 2000 e do Unolac, uma empresa de pesquisa ligada ao Lactec, de Curitiba.
O prefeito de Londrina, Antonio Belinati, afirmou que o Teleporto será importante como instrumento para atração de indústrias para o município. ‘‘No futuro, um parque industrial não vai progredir sem um Teleporto já que as empresas farão suas opções por locais que tenham telecomunicações avançadas’’, afirmou.Centro de excelência vai funcionar em prédio da Unopar. Acordo foi assinado ontem pela Universidade com Sercomtel e Impsat
Josoé de CarvalhoTECNOLOGIA DE PONTAO presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, assina o acordo para a instalação do centro avançado de telecomunicaçõesJosoé de CarvalhoCentro da Unopar vai abrigar as instalações do teleporto

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