A Telepar Brasil Telecom e o condomínio Centro Século XXI, feito pela construtora Galvão em Curitiba, oficializaram ontem um contrato de cerca de R$ 2 milhões que prevê fornecimento de infra-estrutura de telecomunicações para o prédio. O empreendimento deve ser concluído em dezembro e vai ser equipado com uma mini-central telefônica para atender inicialmente cerca de 50 escritórios comerciais.
O Centro Século XXI, localizado ao lado da Rua 24 Horas, vai oferecer PABX virtual, que dispensa a necessidade física de um aparelho em cada andar, acesso à Internet de alta velocidade, através de ADSL, secretária eletrônica virtual, teleconferência e discagem abreviada, explicou o gerente regional do Departamento de Mercado Residencial da Telepar, Luiz Carlos Valle Ramos. ''Dependendo do porte da empresa, poderemos fazer links diretos para a Internet. Mas todas vão ter 100% da demanda de comunicação atendida'', afirmou.
O empreendimento comercial é inédito no Estado. Em junho, a Telepar havia fechado um acordo semelhante mas com o condomínio residencial Alphaville. De acordo com o diretor de Relações com o Mercado da construtora Galvão, Nelson Batista Galvão, o Centro Século XXI será o primeiro a ter padrão de qualidade internacional no Paraná. A primeira etapa do projeto, que conta com uma torre de 33,5 mil metros quadrados de área, está orçada em R$ 80 milhões. O controle do edifício será feito por uma associação de 11 fundos de pensão de todo o Brasil.
O projeto conta ainda com a construção de um prédio residencial ao lado do comercial, mas apenas quando a situação econômica do País for mais favorável, explicou Galvão. ''Mesmo assim estamos entrando otimistas no mercado com o prédio comercial, porque temos um produto que ainda não existe na cidade'', apontou.
De acordo com Galvão, o público-alvo do prédio são grandes corporações, multinacionais e montadoras. Ele disse que cada andar tem 833 metros quadrados de laje e o prédio está equipado com sistema de segurança com câmeras de tevê coloridas, sensores de fumaças que acionam esguichadores de água, geradores próprios, duas escadas corta-fogo pressurizadas, piso elevado para passagem de fiação, auditório para 70 pessoas e heloporto. Os conjuntos comerciais vão ser negociados a partir da primeira quinzena de outubro.

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