Telepar investe R$ 400 milhões em 97
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de dezembro de 1996
Sucursal de Curitiba 
O Paraná terá R$ 400 milhões para investimentos em telefonia pública em 1997. Este é o valor do orçamento de 1996 aprovado em 27 de novembro passado, com um atraso de 11 meses. Com os recursos, a Telepar deve instalar 140 mil novos telefones convencionais e um número não revelado de telefones celulares. Neste caso, o sigilo é necessário em razão da privatização do setor, argumenta o diretor de engenharia da Telepar, Luís Mário Lampert Marques.
Existem hoje no Estado 900 mil telefones convencionais e seriam necessários mais 540 mil para atender a demanda. No caso dos celulares, há mercado para mais 100 mil linhas, que é o número de acessos existentes atualmente. Com os recursos disponíveis, a estatal de telecomunicações só poderá atender a 27% da demanda prevista para o mercado de telefonia convencional.
O valor do orçamento de 1997, que deve também ser aprovado apenas no final do próximo ano, alcança a R$ 460 milhões. Estamos sempre um ano atrasados, admite Marques. Ele explica que a demora na aprovação do orçamento das telecomunicações dificulda a prestação de serviços públicos, que precisam passar por licitação para serem executados.
As estatais de telecomunicações começam a ser preparadas pelo Ministério das Comunicações para a privatização dos serviços de telefonia celular. Com o fim do monopólio no setor, a iniciativa privada vai explorar os serviços da chamada banda B, concorrendo com as estatais, que ficarão com a banda A.
A privatização da telefonia celular ainda depende de regulamentação e de edital do leilão, que deve ser publicado no primeiro semestre de 1997. No caso da Telepar Celular, a empresa será enquadrada na área 5, que abrange ainda a estatal de telefonia celular de Santa Catarina e da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. As três estatais serão unificadas e vão disputar ao lado das privadas o mercado de telefonia celular. No futuro, ainda sem data definida, as telefonias celulares dos três Estados também devem ser privatizadas, assim como todos os demais serviços prestados pelas estatais de telecomunicações.


