TELEFONIA Telepar fará empréstimo de R$ 900 mi para comprar CRT Carmem Murara De Curitiba A Telecomunicações do Paraná – Telepar – comunicou ontem que pretende fazer um empréstimo no valor de até R$ 900 milhões, junto a bancos e instituições financeiras, para garantir novos investimentos. A intenção da empresa é adquirir o controle acionário da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). A empresa será vendida até o final deste mês, conforme prevê o Plano Geral de Outorgas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A aquisição da CRT fará com que o grupo Tele Centro Sul (TLC) passe a controlar toda a região Sul, além dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Distrito Federal e Goiânia. O serviço prestado é o de telefonia fixa. A Telepar é uma das operadoras controladas pela Tele Centro Sul, mas desde o início deste ano a holding mudou sua estrutura e aglutinou todas as demais subsidiárias numa única empresa, a Telepar. Todas as negociações são feitas pela Telecomunicações do Paraná. O fato relevante publicado ontem informa que o endividamento não afetará os planos de investimento da Telepar nos próximos anos. A Telepar tem um endividamento de R$ 470 milhões. A empresa anuncia ainda que vai cumprir com antecipação as metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A política de dividendos não será alterada em decorrência da operação, informou a empresa. O fato relevante é assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Telepar, Paulo Rogério Campos Magalhães. Telemar A Telemar, holding de telefonia fixa do Rio e outros 15 Estados, encerrou o ano passado com lucro de R$ 95,7 milhões, 45,7% menor do que o de 1998. No quarto trimestre, a companhia chegou a registrar prejuízo de R$ 88 milhões. A diretoria da Telemar não comentou o balanço, mas em comunicado explicou que a piora nos resultados de 1999 é consequência de ‘‘novos eventos’’, como a maior taxa de depreciação, maior provisão de créditos duvidosos e o pagamento de uma taxa de administração aos acionistas – esta é geralmente uma remuneração destinada ao sócio operador, o que não existe na Telemar.