Telepar e Sercomtel entram na competição pela Banda B
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terça-feira, 07 de abril de 1998
Carmem Murara e Editoria 
Arquivo FolhaExcelênciaRubens Pavan, presidente da Sercomtel, diz que recebeu o resultado da concorrência para a Banda B no Paraná com naturalidade: Nossa arma para o mercado competitivo é a eficiência dos nossos serviços.A concessão da Banda B para o grupo Globaltelecom despertou a Telepar - empresa que até agora detém o monopólio da telefonia no Estado. A subsidiária da Telebrás anunciou ontem que está preparada para enfrentar qualquer concorrência que possa vir. O diretor superintendente da Telepar Celular, Paulo César Teixeira, disse que a Banda A vai competir em igualdade com a Banda B. Vamos participar com preços competitivos, assegurou.
O superintendente anunciou que pretende lançar planos alternativos de serviço a partir de maio. Os novos planos serão personalizados, adequados ao perfil de uso do cliente, disse. Hoje, há dois planos básicos para compra do celular: o básico e o celular light.
Os investimentos da Telepar Celular para a Banda A da telefonia celular no Paraná serão de R$ 380 milhões até o final de 1999. O Paraná e Santa Catarina têm habilitadas 500 mil linhas celulares em 152 municípios.
Segundo Teixeira, os investimentos vão se dar ainda na implantação do sistema digital para a planta do serviço móvel celular. O sistema digital estará disponível junto com a entrada em operação da empresa concorrente da Banda B.
Sercomtel O resultado da concorrência da Banda B foi recebido com naturalidade, pela Sercomtel, segundo afirmou ontem o presidente da empresa, Rubens Pavan. Ele afirma que a Sercomtel está se preparando há muito tempo para a privatização do mercado. Estamos tranquilos porque a Sercomtel é pioneira na América Latina em celular digital, temos 100% de cobertura e 29 estações rádio-base de alta tecnologia, formando uma área de grande excelência e operamos com qualidade.
Pavan acrescentou que, a partir de agora, o cliente terá novas opções de escolha, e isso significa que as empresas interessadas em permanecer no setor devem dar o máximo de si para satisfazer os desejos do mercado. Nossa arma para o mercado competitivo é a eficiência dos nossos serviços.
Ele afirma que o anúncio do vencedor da Banda B para a área 5 confirma a estratégia adotada pela Sercomtel de acelerar o projeto de buscar um parceiro estratégico, para enfrentar a concorrência, ou ser privatizada. O Governo Federal está privatizando porque as carências nacionais no setor são gritantes, e o volume de investimentos é muito alto. Esse é o quadro nacional, no qual existem algumas ilhas de excelência, como já afirmou a Revista Veja e a Rede Globo, nas quais a Sercomtel ocupa um lugar de destaque.
Por isso não nos cabe julgar a estratégia de mercado do nosso concorrente, embora nos pareça lógico que, num primeiro momento, o vencedor da Banda B procurará atingir a grande fatia do mercado paranaense em que o celular é precário, ou simplesmente não existe. Para nós, compete apenas repetir que a concorrência da Banda B é saudável em todos os aspectos para o cliente, diz Pavan.
Quanto às especulações de venda da Sercomtel, Pavan disse que o projeto de privatização aprovado pela Câmara Municipal autoriza essa operação, mas que nada será feito antes da conclusão da consultoria a que a Sercomtel está se submetendo. Ele diz que o interesse de compra da Sercomtel, por parte de várias empresas, é uma realidade nesse momento em que o mercado se torna aberto aos investidores. As decisões serão tomadas após o relatório da Capitaltec, e dentro da perspectiva de crescimento da linha de negócios da Sercomtel.


