Telepar Celular negocia redução de custos com seus fornecedores
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de abril de 1998
Carmem Murara 
O consumidor começa a sentir no bolso os efeitos da entrada da iniciativa privada na exploração da telefonia celular. A Telepar Celular - empresa que se desmembrou da Telepar para administrar a Banda A da telefonia móvel - pretende refazer todo o plano de custos da empresa. O resultado a curto prazo será preços mais baixos para a compra de um celular.
A revisão do plano de custos começa pela tentativa de diminuir os preços praticados pelos fornecedores. A diretoria da Telepar Celular começou a negociar os contratos com os fornecedores. A intenção é fazer com que eles reduzam os preços. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as companhias estatais da telefonia celular conseguiram convencer os fornecedores a diminuir os preços.
A Telepar Celular está cobrando por seus serviços valores superiores aos preços que o consórcio Globaltelecom prometeu adotar até o final do ano. Uma tabela com valores comparativos fornecida pela Telepar Celular mostra que a empresa estatal precisa enxugar os custos para se manter competitiva em relação à Globaltelecom.
Incluindo a cobrança de impostos, a habilitação de um celular pela Telepar ou Telesc é de R$ 328,71. A Globaltelecom pretende cobrar R$ 100. A assinatura na Telepar é de R$ 35,93, enquanto no consórcio privado será de R$ 24. A chamada cesta básica (média ponderada das tarifas do plano básico) custa R$ 74,35 na Telepar (valor sem imposto) e custará R$ 51,45 na Globaltelcom.
A readequação dos valores cobrados vai representar redução das margens de lucro. Vamos estreitar nossas margens de lucro, afirmou o superintendente da Telepar Celular, Paulo César Teixeira. Ainda não há um estudo detalhado que mostre de quanto será a redução.
Teixeira garante que a diferença de preços é por tempo limitado. Há algum tempo estamos nos preparando para praticar preços competitivos, assegurou Teixeira em entrevista à Folha. A redução dos preços começará a ser feita pela Telepar Celular e depois será assumida pela empresa que comprar a Banda A. A privatização da Telepar Celular e das demais teles do País está prevista para o final de julho.
Além de reduzir os custos da telefonia celular, a Telepar Celular tem uma segunda meta a ser implantada até o final do ano: acabar com a fila de espera por um telefone. Queremos zerar a fila até o final deste ano, prometeu Teixeira. Hoje, há 84 mil paranaenses que aguardam a vez para receber uma linha, sendo que 250 mil pessoas já foram atendidos.


