Telepar assina o maior contrato da sua história
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terça-feira, 28 de abril de 1998
Carmem Murara 
Marcelo AlmeidaPlano mantidoMarques, da Telepar: privatização não muda metaA menos de três meses da privatização da telefonia no País, a Telepar assinou ontem o maior contrato de sua história para a expansão do serviço de telefones convencionais. A empresa irá comprar da Siemens a tecnologia e os equipamentos que empregará para instalar 117.600 novos terminais. O contrato envolve novas centrais telefônicas, ampliações e prestação de serviços. O contrato foi assinado pelo presidente da Telepar, Luiz Mário Lampert Marques, e pelo diretor geral da Siemens, Verner Dittmer.
A Telepar vai investir R$ 35,9 milhões para fazer a ampliação. O aumento do número de telefones convencionais irá se concentrar na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral. O primeiro contrato tem o valor de R$ 24,7 milhões e vai colocar 86 mil terminais na capital e 17 mil nos demais municípios da Região Metropolitana. A Siemens tem até outubro para entregar concluída a primeira etapa do projeto e o restante, até o final de 1999. As metas serão mantidas mesmo com a privatização do sistema, informou o presidente da Telepar.
Marcelo AlmeidaNegócio fechadoVerner Dittmer, da Siemens: prazo até 1999
A próxima etapa da privatização da telefonia ocorre no dia 6 de maio, quando haverá a cisão da holding Telebrás em 54 empresas (27 da telefonia convencional, 26 da telefonia móvel e Embratel). Em seguida, as empresas serão reorganizadas em 12 holdings - oito da telefonia celular e quatro da fixa. As empresas de telefones convencionais serão a Telecentrosul, Telemar, Embratel e a Telesp. No dia 29 de maio, será apresentado o edital de concorrência pública e, no dia 15 de julho, os consórcios interessados terão o resultado dos vencedores.
O cronograma de privatização não altera os planos de investimentos das Teles. A Telepar impôs como meta a instalação de 160 mil telefones em todo o Estado, afirmou Marques.


