No Paraná, a única editora com convênio firmado com as operadoras de telefonia fixa Sercomtel Telecomunicações S.A, que atua em Londrina e Tamarana, e Telepar Brasil Telecom, que atua no resto do Paraná, é a TeleLista, do Rio de Janeiro. A empresa vai editar e imprimir as listas telefônicas obrigatórias gratuitas (ltog) exigência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e também comercializar as páginas amarelas. As listas deverão começar a ser entregues em fevereiro.
Segundo o gerente regional da TeleLista, Luiz Antonio Tieppo, são inúmeros os casos de ''pilantragem'' e usuários lesados nesse meio. Mas, de acordo com ele, nenhuma editora séria faz contratos apenas por telefone. ''Geralmente, por telefone a gente apenas solicita o agendamento de uma visita de um funcionário'', afirmou. Os contratos feitos por telefone são, segundo ele, apenas para exceções. ''Quando um cliente resolve, em cima da hora, incluir algum anúncio e nos procura, podemos até fazer. Mas depois encaminhamos um contrato, com as especificações, para ser assinado. Sem esse contrato, não há validade legal'', afirmou.
A gerente de vendas Marisa Fabiani, da Classitel Editora de Listas Ltda, de São Paulo, concorda com Tieppo. Segundo ela, a empresa trabalha com contratos firmados por telefone. ''Mas após esse primeiro contato, enviamos um contrato para que o responsável pela empresa viste e carimbe e nos encaminhe por fax. Sem isso, não há validade nenhuma'', afirmou.
Para ela, empresas golpistas prejudicam o mercado de quem trabalha a sério. ''Para nós, isso é muito ruim porque as pessoas passam a não confiar em ninguém. E, embora pareça que todas as golpistas estejam em São Paulo, é preciso dizer que aqui também há empresas idôneas e conceituadas'', afirmou.
De acordo com Tieppo, é preciso também ficar alerta para editoras que oferecem preços irrisórios nos anúncios. ''Toda lista tem um custo para a editora. O cadastro das operadoras é um dos maiores, já que cada nome de uma lista é vendido para a editora por valores que variam entre R$ 2,20 e R$ 3,50'', explicou. Por isso, muitas empresas usam cadastros desatualizados. ''A revista Veja publicou uma nota, recentemente, mostrando que, em Curitiba, mais de 55 mil assinantes novos não constam em lista, que está com cadastro dois anos desatualizado'', afirmou.

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