Telefônicos querem tarifas liberadas
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sábado, 07 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
Os trabalhadores das companhias telefônicas estaduais estão organizando uma campanha para pressionar o Ministério das Comunicações e a Telebrás a liberarem as tarifas do serviço celular, no novo cenário de competição com a iniciativa privada. A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel) vai entrar com representações no Ministério Público em vários Estados assim que for homologada a vitória da Americel na licitação da Banda B para a região Centro-Oeste, mais Rondônia e Acre.
A Fittel pretende mover ações também nos Procons desses Estados. Os trabalhadores acreditam que a competição é melhor para a população, e somos a favor da abertura da Banda B para a iniciativa privada, mas as amarras da Telebrás são uma vergonha, afirmou o diretor de pesquisa e tecnologia da Fittel, Marcelo Beltrão, funcionário da Telpe (Pernambuco).
As reivindicações da campanha são a liberação de preços e digitalização do serviço celular. Se o regime é de competição, tem que ser dada a liberdade ao consumidor de optar, em igualdade de condições, pela experiência de uma empresa como a Telebrasília, por exemplo, comentou o dirigente da Fittel.
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA), ex-funcionário da Telebahia, avalia que haverá uma depreciação do patrimônio das companhias telefônicas se elas continuarem limitadas à utilização da tecnologia analógica, enquanto as novas operadoras privadas vão lançar o celular digital, com mais qualidade e segurança de comunicação. O parlamentar petista afirmou ainda que as teles não precisariam de recursos extras para investir na nova tecnologia e citou o caso da Telebahia, em que o serviço celular responde por 25% das receitas da empresa.
Tem que soltar as amarras e liberar para que as empresas pratiquem o preço que quiserem, declarou. Se não houver flexibilização, o Sistema Telebrás vai ser estrangulado. Segundo Pinheiro, as estatais têm capacidade econômica de cobrar taxa de habilitação do celular inferior a R$ 150. E já é caro, quando comparado com a Europa, acrescentou.


