Vencedor de um dos lotes mais disputados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no leilão da tecnologia 4G (Quarta Geração), a Telefônica/Vivo pretende investir R$ 24,3 bilhões no Brasil até 2014. Ontem, o presidente da empresa espanhola no Brasil, Antonio Carlos Valente, esteve em Londrina para falar um pouco dos planos da empresa em relação a esta nova tecnologia e também da inauguração de uma estação rádio base (ERB) em Rancho Alegre, que agora passa a usufruir do serviço de internet móvel 3G. Este foi o último dos municípios brasileiros que estavam nos planos da Telefônica para incluir tal serviço, fechando um número de 2.832 cidades em dois anos de implantações.
Valente comentou que uma das prioridades da empresa no País é fortalecer a tecnologia de internet e por isso a importância de atuar tanto em cidades de grande porte como em localidades mais distantes dos maiores centros. ''Se você é o primeiro a chegar (com o novo serviço), é mais fácil conseguir a fidelidade dos clientes que buscam internet de alta velocidade'', explicou ele.
Em relação à implantação da tecnologia de Quarta Geração, o presidente da Telefônica ainda não sabe quanto deve ser aplicado no Paraná. Entre 2008 e 2011, os investimentos no Estado chegaram a R$ 336,5 milhões, atingindo 208 municípios com a cobertura 3G. ''Temos um market share de 19,4% no Paraná e 2,7 milhões de clientes'', comentou Jackson Rodrigues, diretor territorial do Paraná e Santa Catarina.
Com a grande abrangência de municípios que utilizam os serviços 3G, Valente acredita que a Telefônica/Vivo irá conseguir chegar com a Quarta Geração em ainda mais cidades. Vale dizer que as metas impostas pela Anatel às operadoras são bastante agressivas. ''Fica mais simples chegar com a 4G onde já se tem 3G. Até o final de 2013, pelo menos 18 cidades já devem estar com o novo serviço'', explicou ele.
De acordo com o representante da Telefônica, a grande dificuldade para a implantação da tecnologia é a demanda por instalação de antenas, já que para que o 4G funcione com eficiência, muitas delas são necessárias. ''No Brasil, são mais de 200 leis municipais diferentes que tratam destas instalações. Será necessário uma mobilização para a construção de uma legislação que discipline a instalação destas antenas'', salientou Valente.
O Brasil é um dos 25 países no qual o grupo Telefônica atua e onde possui o maior número de clientes. No primeiro trimestre deste ano, a receita líquida da empresa no País foi de R$ 8,3 bilhões, com lucro líquido de R$ 957 milhões. ''Com a crise na Europa, é bem provável que o Brasil logo se torne líder em faturamento entre todos os países que atuamos'', completou o presidente da empresa espanhola no Brasil.

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