Brasília - O vice-presidente da Telefônica, Eduardo Navarro, negou ontem que a empresa tenha qualquer envolvimento em práticas anticompetitivas em associação com outras empresas de telefonia fixa.
''A Telefônica não tem nem nunca teve qualquer acordo ilícito com as concorrentes'', disse Navarro ao iniciar a defesa da empresa sobre as acusações de formação de cartel com a Telemar e a Brasil Telecom durante audiência pública no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Ao rebater as acusações da Embratel de que as concessionárias locais teriam combinado de não atuarem umas nas áreas das outras, Navarro destacou que a operação da Telefônica fora do Estado de São Paulo (onde atua como concessionária) está baseada em critérios econômicos, visão de futuro e no retorno para os acionistas.
A Embratel também sugere que a formação de um consórcio entre a Telemar, Telefônica e Brasil Telecom para tentar comprar o seu controle, vendido pela MCI, seria uma estratégia para eliminar a concorrência. Segundo Navarro, é uma praxe entre as empresas do setor se unirem para a contratação de consultorias sobre diversos assuntos.
O vice-presidente de regulação da Telemar, Ivan Ribeiro Oliveira, destacou durante a audiência pública que a Embratel, que hoje denuncia a tentativa de eliminar a concorrência, recorreu até mesmo à justiça para barrar a entrada das concorrentes no mercado de longa distância nacional após a antecipação das metas de universalização.

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