Telefônica espera ter 100 mi de clientes
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
O presidente da Telefônica, César Alierta, disse ontem, em Madri, durante a assembléia geral de acionistas, que a meta da companhia é aumentar o número de clientes dos atuais 67 milhões para 100 milhões em 2004, incluindo telefones fixos e celulares e TV a cabo. Um dos principais alvos para se chegar a esse número, afirmou o executivo, é o mercado latino-americano, principalmente no setor de telefonia celular, onde a taxa de penetração ainda é muito baixa - em torno de 13% - se comparada com mercados mais desenvolvidos. É necessário começar a liderar o crescimento para evitar que o grupo seja vencido por outras companhias com interesse estratégicos nessas regiões, disse Alierta na assembléia.
De acordo com o executivo, o processo de liberalização no setor transformou o Brasil em um mercado potencial importante para a Telefônica, que pretende agrupar seus ativos de telefonia celular com os da Portugal Telecom no País. A empresa comunicou também que reforçará sua aposta no meios de comunicação, onde pretende crescer com a produção de conteúdos audiovisuais, com a aquisição de concorrentes na Europa e na América Latina e com o desenvolvimento de serviços de redes de banda larga.
Com isso, Alierta ratificou a política de forte expansão de seu antecessor, Juan Villalonga, e colocou as participações do Grupo Telefônica na Antena 3, Endemol e Via Digital no centro de seus planos de futuro. O principal executivo da empresa explicou que essa será a base para o crescimento da companhia e para a futura recuperação do preço das ações (hoje estão 48% abaixo do preço máximo que marcou a era Villalonga na companhia).
Alierta, que ontem participou da primeira assembléia geral de acionistas desde que assumiu a presidência do grupo, há 11 meses, afirmou que vai continuar não distribuindo dividendos, porque as empresas que fazem isso não necessariamente têm melhor desempenho nas bolsas. Disse, porém, que optará por outros métodos, como as ampliações gratuitas de capital. O executivo lembrou que as telecomunicações vivem hoje uma autêntica revolução, para a qual a Telefônica vem apostando em duas tecnologias fundamentais: fibra óptica e ADSL.


