A telefonia rural no Paraná ainda caminha em ritmo lento. Dos atuais 2,3 milhões de telefones em funcionamento no Estado, apenas 2% estão localizados na zona rural. Uma das soluções para o crescimento desse setor pode ser o destino de verbas do Fundo de Universalização do Sistema de Telefonia (Fust), criado pelo governo federal.
De acordo com a determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas de telefonia de todo País são obrigadas a destinar 1% de sua receita ao Fundo. Para os próximos 12 meses, o Fundo estará destinando verbas para instalação de Internet em escolas e na interligação de hospitais e postos de saúde. Após a conclusão desse prazo o objetivo da Anatel é incentivar a expansão da telefonia rural.
O gerente de Mercado Residencial da Telepar Brasil Telecom, Luís Carlos Valle Ramos, observa que a telefonia rural ainda não teve uma grande expansão devido aos custos elevados de sua instalação. Para receber seu telefone, o produtor rural precisa fazer a inscrição, pagar por um orçamento e pela a instalação de seu terminal. Além disso, ele paga mensalmente uma taxa de R$ 0,92 por quilômetro de rede, referente à distância da central telefônica até seu telefone.
Luís Valle acrescenta que em todo Estado existem 30 mil pedidos de instalação de terminais na área rural. Ele ressalta que até 2003, existe um objetivo de instalar centrais telefônicas em todas comunidades rurais com mais de 600 habitantes. Essas centrais seriam suficientes para atender toda demanda existente na comunidade.
O empresário do setor de telefonia rural, Edson Pfluck, diz que na região Oeste do Paraná as cidades com maior números de telefones rurais são Toledo, Marechal Cândido Rondon e Palotina. Ele explica que em Cascavel não existe uma grande quantidade devido a existência de grandes fazendas em detrimento de outros municípios onde predominam as pequenas propriedades.

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