Telefonia móvel tem prejuízo de R$ 6,6 mi
Se por um lado a Sercomtel apresenta um bom momento em telefonia fixa, na área móvel os resultados não são nada animadores: 2010 fechou com um prejuízo de R$ 6,6 milhões. A receita bruta foi de R$ 38,9 milhões. Apesar disso, o presidente Fernando Kireeff ressaltou que o prejuízo do ano anterior havia sido bem maior: de R$ 11,2 milhões.
Mesmo amargando resultados muito ruins há vários anos, Kireeff não acredita que seja o caso de propor novamente a venda da Sercomtel Celular. ''Fizemos estudos internos e entendemos que não estão esgotadas todas as possibilidades para a Celular'', disse. Outra razão, segundo ele, é que todas as grandes operadoras trabalham no conceito de convergência e a Sercomtel tentará o mesmo caminho.
Buscando convergência, ele resaltou que a OI se fundiu com a Brasil Telecom para oferecer telefonias fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura. Lembrou que a Telefônica comprou a Vivo para juntar os mesmos serviços e a Embratel, Claro e NET se fundiram pelo mesmo motivo. Ainda há a parceria entre TIM e Intelig, que só não oferecem TV a Cabo. Por causa disso, Kireeff acredita que a Sercomtel Fixa vai precisar da Celular e vice e versa.
Questionado se então não seria o caso de manter a Adatel, ele disse que não porque a empresa está em locais onde a Sercomtel não pode entrar com os demais serviços. ''Mas temos planos para TV a cabo que serão anunciados oportunamente'', avisou.
Para ele, o acirramento da competição com oferta de aparelhos pelos concorrentes foi a principal razão para o resultado negativo da Celular, que nos primeiros meses do ano apresentou lucro. De acordo com Kireeff, ao contrário da Fixa, cujo processo de reestruturação foi baseado em medidas emergenciais, o da Celular terá de rever os fundamentos do negócio. Ele anunciou que a empresa criou grupos de trabalho para estudar essas medidas. (N.B.)





