Telefonia móvel supera 93 milhões de habilitações
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sábado, 19 de agosto de 2006
Reportagem Local 
Brasília - A telefonia móvel registrou 1.286.611 novas habilitações em julho e fechou o sétimo mês de 2006 com um total de 93,04 milhões de acessos em serviço em todo o País, ou 1,4% sobre as 91,7 milhões de junho. Do total, 74,9 milhões (ou 80,53%) são pré-pagos e 18,1 milhões (19,47%), pós-pagos.
Foi o terceiro melhor resultado mensal do ano, superado apenas pelos meses de maio (com 1,79 milhão de novas habilitações) e março (1,34 milhão). No mês passado, um ajuste realizado pela Vivo excluiu 1,8 milhão de assinantes do seu cadastro e interrompeu uma série histórica de crescimento da planta móvel iniciada em 1990, ano em que a telefonia celular entrou no Brasil.
O resultado do mês tem um significado adicional. É o melhor julho da história da telefonia móvel no País, 21,23% superior às 1.061.296 adesões registradas no mesmo mês de 2005, e 5,98% a mais que o de 2004, que detinha o recorde anterior em habilitações no mês de julho.
Nos sete meses do ano, o Serviço Móvel Pessoal (SMP) ampliou sua base em mais 6.836.446 assinantes, número que é, no entanto, 37,70% inferior às 10.973.393 adesões obtidas pelo setor no mesmo período do ano passado, em que foram habilitados 4.136.947 celulares a mais.
Em 12 meses - de agosto de 2005 a julho de 2006 - a telefonia celular cresceu 21,5%, agregando 16.467.812 novos acessos em serviço à planta móvel brasileira. Com o ajuste no cadastro da Vivo, mês passado, a teledensidade da telefonia móvel também regrediu - de um índice nacional de 49,62 em maio, para 49,24 em junho.
O índice de julho (49,87) restabelece, no entanto, a tendência de crescimento do indicador, utilizado internacionalmente para demonstrar o número de telefones ativos em cada grupo de 100 habitantes. Neste ano, a teledensidade brasileira cresceu 7,06%, e, em 12 meses, 19,82%.
O Distrito Federal (DF) permanece na liderança da teledensidade móvel nacional, com índice de 110,35, o que representa 1,1 telefone celular em serviço para cada habitante, à frente do Rio Grande do Sul, que detém a segunda posição entre as unidades da federação, com índice de 65,93 (ou 0,65 telefone celular para cada habitante).
O Rio de Janeiro é o terceiro no indicador, com índice de 64,93, seguido do Mato Grosso do Sul (quarto, com índice de 60,38), Goiás (quinto, com 57,44), Santa Catarina (sexto, com 56,83), São Paulo (sétimo, com 55,54), Mato Grosso (oitavo, com 52,78). Minas Gerais, com índice de 51,64, assumiu a nona posição, no lugar do Paraná, que, com índice de 51,53, é agora o décimo. Os dez primeiros colocados em teledensidade detêm índice acima do nacional, que é 49,87.


