O Serviço Móvel Pessoal (SMP), nome dado ao serviço de telefonia celular das bandas C, D e E, deverá movimentar mais de R$ 35 bilhões no Brasil. A previsão é da consultoria Yankee Group, que atua no segmento das telecomunicações. O valor não inclui os investimentos estimados que virão com os novos competidores estrangeiros.
Com base nos dados fornecidos pela consultoria, os investimentos para implementar o celular GSM no mercado brasileiro serão quase três vezes maiores de que os das bandas A e B. Na banda A foram aplicados cerca de R$ 10 bilhões, sendo R$ 8,12 bilhões na aquisição de licenças. Na banda B foram R$ 12 bilhões entre infra-estrutura e licitação (R$ 8,16 bilhões).
O diretor do Yankee Group do Brasil, Dario Dal Piaz, calcula que o valor com a aquisição das nove licenças poderá chegar a R$ 10 bilhões e na implementação de infra-estrutura serão gastos mais R$ 15 bilhões. Isso sem contar os investimentos das concessionárias de telefonia fixa para antecipar as metas de 2003 para agosto do ano que vem.
Pelo Plano de Metas de Universalização, as operadoras de telefonia fixa só poderão disputar licença para prestação de novos serviços em 2002 se instalarem telefones públicos em localidades com mais de 300 habitantes ainda não atendidas e telefones fixos em todas os municípios com mais de 600 habitantes.
Só os investimentos das principais concessionárias de telefonia fixa – Telemar, Brasil Telecom e Telefônica – para antecipar as metas para o ano que vem já somam mais de R$ 10 bilhões.

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