Nos últimos dois anos, as reclamações no Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor de Londrina (Procon) tiveram um aumento de 70%. A telefonia é a campeã na lista de reclamações em 2004, representando 37,2% dos casos. Desses, 30,10% são referentes a telefonia móvel e 6,92% a telefonia fixa. Os números foram divulgados ontem, no Dia Mundial do Consumidor, pelo coordenador do órgão em Londrina, Gerson da Silva.
Com uma média de 64 atendimentos por dia, o Procon registrou em 2004, 16 mil atendimentos. Desses, 75% foram resolvidos de imediato com orientações ao consumidor. Os outros 25% representam as 4.017 reclamações registradas no órgão, que conseguiu solucionar 32% delas, fazendo acordo entre o consumidor e a empresa. As demais estão tramitando via judicial. ''O objetivo é resolver o mais rápido possível. Quando o cidadão chega para reclamar ele já está desesperado e quer que seu problema seja solucionado no ato'', informou Silva.
Em 2003, foram registradas 2.350 reclamações contra as 4.017 do ano passado. Os produtos (comércio em geral) ficaram em segundo lugar com 19% das reclamações. A prestação de serviços está como a terceira maior reclamação do consumidor, com 14% e os assuntos financeiros (bancos) chegam a 10%. As reclamações contra as escolas particulares são responsáveis por 3,29%.
dos casos.
''Um dado bastante positivo é questão dos planos de saúde'', comenta Gerson da Silva, acrescentando que as reclamações foram de 2,96% dos casos, complementa o coordenador, que defende a instalação de um Juizado Especial Civil do Consumidor em Londrina como já existem em centros maiores. ''Isso agilizaria os processos''.
É fato notório que boa parte da população já teve algum problema com algum produto que comprou. A promotora de vendas Mileide de Souza, 22 anos, teve problema com um celular. ''No primeiro dia de uso já apresentou problema. Fui à empresa, mas não trocaram o celular. Tive que procurar o Procon que me orientou ir na assistência. Tive que esperar por isso 30 dias pelo conserto'', contou ela. A engenheira civil Neusa de Angeli Dalvi diz que procura o estabelecimento quando tem algum problema. Antes de brigar, prefiro conversar na empresa. Nunca precisei ir ao Procon'', comentou.
O caminhoneiro Valdir Monteiro, 47, já precisou acionar o Procon e conseguiu resolver um problema que teve com um bip. ''Na época, o Procon acionou a empresa e conseguiu resolver a questão.''. Já a vendedora, Shirley Gonçalves Oliveira, 25, não sabe nem onde fica a sede do órgão porque diz nunca ter precisado reclamar.
- Serviço
Em Londrina, o Procon atende à Rua Prefeito Hugo Cabral, 957, Centro, fones 3300-1010 e 3321-0759

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