Curitiba - A telefonia fixa liderou a lista de áreas que mais deram dor de cabeça para o consumidor no ano de 2006. Entre os 20 assuntos mais reclamados, este setor ocupou o topo da lista com 9.373 atendimentos. Desde 1999, a telefonia fixa lidera o ranking de queixas.
Para a coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, houve um aumento de reclamações a respeito do setor depois da privatização do sistema Telebrás que ocorreu em junho de 1998. Além disso, ela acredita que outros dois motivos levam as pessoas a reclamar com tanta intensidade destas empresas: o fato de a telefonia ser cara e de as empresas trazerem serviços que os clientes não pedem. Para tentar minimizar o volume de reclamações, ela pretende realizar no final deste mês uma reunião com as empresas que atuam na área de telefonia fixa para definir critérios de atuação em relação ao consumidor.
Os bancos aparecem como o segundo setor com número de reclamações em 2006 com 7202 atendimentos realizados pelo Procon. Na terceira posição ficou a área de equipamento telefônico com 5469 reclamações. O último lugar do ranking ficou com a área de assistência técnica (1343 reclamações).
Ontem, o Procon realizou atividades de atendimento e esclarecimento ao público na Praça Santos Andrade, em Curitiba, para marcar o Dia Internacional do Consumidor. Também participaram do evento instituições como Copel, Sanepar, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e Detran.
Também foram lançadas as publicações ''Manual do Consumidor'' e ''O que acontece quando se abre uma reclamação'' que têm como objetivo divulgar os direitos do consumidor de forma clara, de fácil compreensão e em linguagem acessível.
Em 2006, o atendimento pessoal, somando as orientações, cálculos e processos de reclamação, realizou 33.693 registros, representando uma média de 137 pessoas por dia. Já o 0800-411512 forneceu mais de 92 mil orientações e respostas a e-mails, numa média de 375 pessoas/dia. No decorrer do ano, também foram realizadas 14.447 audiências de mediação e conciliação.
Londrina - O Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina realizou, em 2006, 45.600 atendimentos. Conforme o coordenador do Procon, Flávio Henrique Caetano de Paula, 20.160 foram feitos pessoalmente na sede do núcleo, o que corresponde a uma média diária de 84 pessoas. Por telefone, foram 24 mil atendimentos e via e-mail 1.440. Estes números dizem respeito a esclarecimentos, informações, encaminhamentos e casos resolvidos, sem a necessidade de abertura de processo administrativo.
O setor de produtos foi campeão em 2006, com 1.496 (38,41%). Em segundo lugar ficou o setor de serviços, com 1.335 (34,27%) e em terceiro a área de assuntos financeiros, que gerou 832 reclamações (21,36%). O restante ficou dividido entre as áreas de alimentos (0,44%), consórcio (1,51%), habitação (2,21%), saúde (1,57%), e reclamações que não tiveram relação com o consumo (0,23%).
Na área de produtos, a maioria das reclamações (36-83%) diz respeito a equipamentos telefônicos, em segundo lugar vêm os equipamentos de informática (7,29%), e, em terceiro, artigos de som e imagem (6,55%). Já na área de serviços, a telefonia móvel representou 25,47%; a telefonia fixa, 17,60%; e cursos de computação 4,04%. No setor de assuntos financeiros, as reclamações referentes a cartões de crédito lideram com 31,97%. Em segundo lugar vêm os bancos, com 27,52%; e, em terceiro, as financeiras, com 18,63%.

mockup