Curitiba - Em 2003, pela primeira vez, o número de linhas da telefonia celular ultrapassou a quantidade de linhas de telefonia fixa no Paraná. De acordo com uma pesquisa feita por uma empresa de consultoria paulista, no ano passado 2,45 milhões de pessoas tinham celular no Estado contra 2,33 milhões de assinaturas de telefones fixos.
Em Curitiba e Londrina, duas maiores cidades do Estado, os números seguem a mesma tendência. Na Capital, existem cerca de 880 mil linhas de telefones móveis e 830 mil de fixas. Já em Londrina são cerca de 123 mil celulares e 108 mil telefones fixos.
''Em uma primeira análise já podemos constatar que o normal hoje é que uma casa tenha uma linha de telefone fixo mas que praticamente todos os membros da família tenham um aparelho de celular'', justifica presidente da Sercomtel celular e fixo, João Rezende. O gerente de projeto da E-Consulting, empresa que realizou a pesquisa, Nestor de Garcia, explica que essa é realmente uma das razões para a explosão no número de celulares, mas afirma também que com os pré-pagos está mais barato manter um telefone móvel do que uma assinatura de um fixo. ''Com as facilidades de financiamentos de aparelhos que as operadoras de celular estão dando, fica mais atrativo para as classes D e E comprarem uma linha móvel do que pagar a conta do telefone fixo.''
Entre as operadoras do Estado, cerca de 75% das linhas da Tim Sul e da Vivo, únicas operadoras que divulgam seus números, são pré-pagas. A média nacional é a mesma. Isso mostra que a tendência é mesmo se livrar das contas no final do mês. Segundo a pesquisa da E-Consulting, a média de gasto do brasileiro que usa o sistema pré-pago é R$ 28 e de quem usa o pós-pago (com conta) é de R$ 70. Segundo as operadoras de telefonia celular do Estado, a média paranaense é semelhante à nacional. ''A competitividade, que aumentou muito em 2003, estimulou muito o crescimento das vendas de celulares. Isso porque as empresas aumentam as promoções e também a divulgação'', acredita o presidente da Tim Sul, Alvaro Moraes. Segundo ele, a Tim cresceu 45% no ano passado sobre 2002.
O gerente de marketing da Vivo regional Paraná e Santa Catarina, Fernando Freitas, lembra que a penetração de celulares no Estado ainda é menor que a média nacional e até pequena se comparada com outros grandes centros. Para ele, este fator ajudou no crescimento. Em 2003, segundo Freitas, 21% dos paranaenses tinham celular. A média nacional era de 23%. ''Um outro fator determinante no crescimento do número de linhas de celular é que o aparelho virou instrumento que facilita o dia a dia das pessoas. Ainda mais agora com as novidades tecnológicas que estão surgindo no mercado.'' A reportagem tentou ouvir a Brasil Telecom, mas a empresa preferiu não se manifestar.

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